Economia & Mercado

Acionistas confirmam Pedro Parente na presidência do conselho da BRF

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Publicado em 27/04/2018, às 10h03   Folhapress



Os acionistas da BRF confirmaram o executivo Pedro Parente, que também comanda a Petrobras, como o novo presidente do conselho de administração da companhia em assembleia realizada nesta quinta-feira (26).

A votação, que ocorreu na sede da BRF em Itajaí (SC), atrasou mais de oito horas depois de uma solicitação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A BRF é resultado da fusão de Sadia e Perdigão.

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A CVM pediu à empresa que mantivesse a escolha dos conselheiros vaga a vaga - o chamado voto múltiplo. Na quarta-feira (25), a BRF havia anunciado que haveria apenas uma chapa única.

A mudança no sistema de votação havia ocorrido porque o fundo Aberdeen retirou sua solicitação de voto múltiplo, mas a CVM entendeu que a chapa única adotada de última hora prejudicaria os interesses dos acionistas cujos votos já haviam sido enviados e que representam cerca de 13% do capital.

Por conta da exigência da CVM, a BRF foi obrigada a reformular seu sistema de contagem de votos. Além disso, o advogado de um grupo de acionistas teve dificuldade de distribuir os votos que representava para os diferentes conselheiros após a adoção do voto múltiplo.

O primeiro desafio de Parente, que toma posse nessa sexta-feira (27) junto com o restante do conselho, será escolher o novo CEO da BRF.

O executivo José Aurélio Drummond, que ocupava a presidência executiva, pediu demissão. Segundo pessoas que acompanham o assunto, ele percebeu que não teria apoio para continuar após um encontro com Parente na semana passada. Drummond havia sido escolhido com apoio do empresário Abílio Diniz.

A confirmação de Parente marca o fim do período de Abílio a frente da BRF. Ele assumiu o conselho da empresa em abril de 2013 e prometeu levar as ações a R$ 100. Nesta quinta-feira (26), os papeis fecharam cotados a R$ 26,00.

As ações da companhia vem sendo penalizadas pelos investidores por conta do prejuízo de R$ 1 bilhão registrado no ano passado, das investigações da Operação Carne Fraca e do conflito entre os principais acionistas.

Até as 20h, a votação ainda seguia na assembleia da BRF e os demais membros do conselho não haviam sido eleitos, com exceção de Parente, em função do atraso para o início dos trabalhos.

Depois de semanas de "guerra", os principais acionistas da empresa -Petros, Previ, Abílio e o fundo Tarpon- chegaram a um acordo para escolher os dez membros do colegiado.

Nos bastidores da assembleia, havia a expectativa de que as famílias Furlan e Fontana, herdeiras da antiga Sadia, tentassem eleger o consultor Vicente Falconi, que não faz parte da chapa de "consenso", mas ninguém sabia se teriam votos suficientes.

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