Economia & Mercado
Publicado em 07/06/2021, às 19h21 Redação BNews
Nesta segunda-feira (7), o dólar variou entre R$ 5,03 e R$ 5,04 e pode cair para menos de R$ 5 ainda nesta semana. Na última vez que isso aconteceu, quando a moeda americana estava cotada em R$ 4,88, foi há um ano, em 10 de junho de 2020.
Segundo a revista Exame, o real está fortalecido e isso gera mais investimentos de estrangeiros na bolsa brasileira. Foi injetado, em dois dias deste mês de junho, R$ 3,9 bilhões em ações negociadas na B3.
O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, explicou à revista Exame que a previsão é que o dólar feche o ano a R$ 5,10, mas é possível que ele recue a R$ 4,70 ou avance a R$ 5,60 a depender da perspectiva de risco fiscal, risco hidrológico e da posição do Federal Reserve (Fed) sobre a redução dos estímulos monetários.
“De um lado, se a discussão no Congresso sobre o Orçamento de 2022 for ruim, em agosto e setembro com risco de ruptura do teto de gastos, e esse momento coincida com o Fed reduzindo os estímulos, além de riscos hidrológicos aqui, o câmbio pode facilmente pular para R$ 5,60. De outro lado, se o PIB avançar 5% este ano, sem risco fiscal e com o Fed mantendo os estímulos, o câmbio pode voltar a R$ 4,60 ou R$ 4,70. No cenário mais benigno, o câmbio não será os R$ 5,10 para dezembro que projetamos hoje. E a necessidade de o BC normalizar [plenamente] a política monetária tende a diminuir porque a inflação será impactada por esse câmbio mais baixo”, disse o economista à revista.
Honorato explica que o dólar a R$ 4,70 geraria uma Selic de 5,25% no fim de 2021, segundo projeções do Banco Central.
O Bradesco projeta uma Selic a 5,75% em 2021 e a 6,50% no fim do próximo ano.
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