Política

Empresa ligada a notas de R$ 1 milhão do escritório de Flávio Bolsonaro não funciona em endereço oficial

Carlos Moura/Agência Senado
A falta de identificação da Copenhagen no local e a relação com o Banco Master levantam suspeitas sobre sua operação.  |   Bnews - Divulgação Carlos Moura/Agência Senado
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 24/07/2026, às 18h34



A Copenhagen, empresa de consultoria investigada pela Polícia Federal no caso Banco Master, não funciona no endereço cadastrado na Receita Federal, em um centro comercial de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. A informação foi constatada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que esteve no local nesta sexta-feira (24).

A consultoria está registrada na sala 47 do edifício, mas o espaço é ocupado pela Contábil Corrêa, empresa pertencente ao mesmo proprietário da Copenhagen, o empresário Rogério Lourenço Novo. O nome da consultoria não aparece no painel de empresas do prédio nem na porta do escritório.

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Segundo o Estadão, os registros indicam que a Contábil Corrêa funcionaria na “sala A” do conjunto 47, enquanto a Copenhagen ocuparia a “sala B”. No entanto, não foram encontradas divisórias ou identificações correspondentes no local. Um funcionário afirmou que o endereço era a sede da Contábil Corrêa e informou que Rogério Novo “estava de férias”.

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A Copenhagen aparece no centro de transações envolvendo o escritório de advocacia do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL/RJ). A banca emitiu R$ 1 milhão em notas fiscais para a consultoria, mas os documentos foram posteriormente cancelados.

O escritório do parlamentar também prestou serviços à Contábil Corrêa. Documentos obtidos inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmados pelo Estadão mostram uma fatura de R$ 500 mil referente a “assessoria jurídica”. Flávio afirmou ter realizado “serviços advocatícios” de maneira legal, lícita e privada, mas não explicou quais atividades foram executadas, como conheceu Rogério Novo nem por que cancelou as notas destinadas à Copenhagen.

Investigada por suspeita de ocultação de patrimônio, a Copenhagen teria recebido R$ 58 milhões do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Desse total, R$ 11,2 milhões teriam sido transferidos poucos dias depois da abertura da empresa, em novembro de 2024.

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