Política

Ex-governador Sérgio Cabral se manifesta após nova condenação e reafirma inocência

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Sérgio Cabral foi condenado por receber mordomias que recebeu quando esteve preso  |   Bnews - Divulgação Reprodução/redes sociais
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 07/09/2026, às 21h56



O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, se manifestou, nesta segunda-feira (7), após ter sido condenado pela Quarta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O político foi condenado pela Justiça Fluminense por ter recebido privilégios dentro da unidade prisional de Benfica e Bangu VIII, quando esteve preso entre os anos de 2016 e 2022, por um esquema de corrupção e desvio de verbas.

Em publicação nas redes sociais, o ex-governador declarou ser mais uma injustiça que vem sofrendo. Ele foi condenado a pagar uma multa equivalente a 12 vezes sua última remuneração como governador, além de R$1 milhão por danos coletivos. Segundo ele, já havia sido absolvido pelo mesmo caso em outra decisão da justiça.

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“Por esse mesmo assunto, a Oitava Câmara Criminal do próprio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro me absolveu, porque viu que eu era inocente, que aquilo tudo era uma mentira. A tal televisão de 65 polegadas, que dizem que eu tinha na minha cela, ela ficava no pátio de visitas para todos os presos e as famílias. Aliás ela não ficou nem dois dias porque tiraram e inventaram que era na minha cela”, disse Cabral.

Segundo ele, quando esteve preso, o político dividiu a cela com outros detentos e a TV que estava na cela era de 16 polegadas, que era o estabelecido para as celas prisionais. O político afirmou ainda que as acusações de ter comido camarão também são infundadas, apontando que não come frutos do mar há mais de 30 anos por questões médicas.

“Eu não como camarão há mais de 30 anos e lá estava eu sendo acusado de comer camarão. Aqueles queijos lá que apareceram não eram meus. Agora sabe porque foi montado esse circo, naquela época? Porque eu encarei o juiz Bretas em uma audiência, e ele determinou a minha ida para Campo Grande, em um presídio de Segurança máxima”, declarou.

“No dia seguinte que conseguimos reverter a decisão, vem essa história da TV, numa decisão do senhor Bretas e do senhor Sérgio Moro, juntos, para me enviar para Curitiba. Hoje, depois de tantos anos, depois de ter sido absolvido, sou condenado por algo que não fiz”, completou.

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