Economia

Depois de crise, BTG tenta reverter apoio da Febraban ao manifesto pró-democracia

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A crise já estava instalada desde que a Febraban começou a deliberar sobre um possível apoio ao manifesto

Publicado em 03/09/2021, às 12h00    Divulgação    Redação BNews

Após reunião, a diretoria executiva da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reafirmou o apoio ao manifesto em favor da democracia que foi chefiado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A informação foi confirmada pela coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo. 

O banco BTG, que havia apoiado a decisão da Febraban, voltou atrás depois de ter percebido a grande crise causada pela ameaça da Caixa e do Banco do Brasil de deixarem a entidade

A crise já estava instalada, segundo o jornal O Globo, desde que a Febraban começou a deliberar sobre um possível apoio ao manifesto. A situação se agravou quando os telefonemas do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a executivos e acionistas de bancos vieram a público na semana passada. O presidente teria afirmado que, caso as empresas do setor privado apoiassem o manifesto, elas perderiam negócios com o governo. 

O principal acionista do BTG, André Esteves, conversou com alguns executivos e acionistas para tentar fazer com que eles voltassem atrás na decisão de aderir ao manifesto. Ainda de acordo com o jornal O Globo, Esteves tomou essa medida com medo de uma possível retaliação do governo ou de uma possível saída da Caixa da Febraban causar ainda mais confusão. 

Sobre a decisão de apoiar o manifesto, o BTG se defendeu e afirmou que havia entendido que assinar o texto era uma atitude neutra na Febraban, além disso, eles afirmaram que não ficaram sabendo sobre a falta de apoio ao manifesto pelos bancos públicos. A empresa afirma que se soubesse desses fatores não teria apoiado o texto. 

Apesar de toda a crise, a Febraban se reuniu na quinta-feira (3) e decidiu que irá manter o apoio ao manifesto. E o conselho da federação ainda negou a solicitação realizada pelos presidentes do BB e da Caixa para  realizar uma nova reunião com o objetivo de discutir mais amplamente o manifesto. 

O manifesto, por sua vez, não deve mais ser publicado. A diretoria da Febraban afirmou através de nota que eles consideraram que o documento  "cumpriu sua finalidade", já que ele "foi amplamente divulgado pela mídia do país". 

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