Economia & Mercado
Publicado em 27/06/2025, às 15h23 Gabriel Santana
As ações da Nike disparam mais de 17% na Bolsa de Valores de Nova York. Isso ocorre após a empresa noticiar, nesta sexta-feira (27), que pretende diminuir a produção na China para produtos que são focados em vender em território americano.
A medida vem com a intenção de driblar o tarifaço feito em abril pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que afetou mais de 180 países pelo planeta. A Nike entende que as tarifas de importação devem aumentar seus custos em cerca de 1 bilhão de dólares (5,5 bilhões de reais). A China, uma das maiores vítimas das tarifas impostas por Trump, corresponde por 16% dos calçados que a Nike importa aos EUA, segundo Matthew Friend, o diretor financeiro da marca.
E para driblar esses impactos no balanço financeiro, a ideia é que a Nike diminua o número de suas produções para uma "faixa de dígito alto" até o final de maio de 2026, medida que vai fazer com que a produção seja transferida para outros países pelo globo. A empresa de materiais esportivos também ressalta que está "fazendo parcerias com fornecedores e parceiros varejistas para diminuir o aumento dos custos e o impacto geral no consumidor".
Além disso, a empresa que já tinha anunciado que faria esse aumento, relata que a tarifa é relevante, mas que não pretende perder participação nos país norte-americano: "O impacto das tarifas é significativo. No entanto, espero que outros setores do setor de artigos esportivos também aumentem os preços, então a Nike pode não perder muita participação nos EUA". Disse David Swartz, analista da Morningstar Research, uma pesquisa americana independente de investimentos em entrevista à Reuters.
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