Economia & Mercado

Aena vence leilão do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões e assume controle total do terminal

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Operadora espanhola superou lances da Zurich Airport e do Consórcio Rio de Janeiro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Wikipédia
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 30/03/2026, às 18h47



A empresa espanhola Aena venceu o leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, realizado nesta segunda-feira (30), na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. Com uma proposta final de R$ 2,9 bilhões, a companhia desbancou concorrentes de peso no setor.

A disputa, que tinha lance mínimo estabelecido em R$ 932 milhões, foi decidida na etapa de viva-voz, após um empate inicial em R$ 1,5 bilhão entre a Aena e a Zurich Airport. Nos lances finais, a Zurich ofertou R$ 2,8 bilhões, enquanto o consórcio Rio de Janeiro Aeroporto ofereceu R$ 1,880 bilhão.

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Além do valor bilionário pelo arremate, a concessionária deverá repassar à União uma contribuição variável anual de 20% sobre o faturamento bruto até o ano de 2039. Com este resultado do leilão, a Aena, que atua no mercado brasileiro desde 2020, passa a administrar 17 aeroportos no país e gerenciar um fluxo anual de 62 milhões de passageiros em solo nacional.

O diretor-geral da Aena Internacional, Emilio Rotondo, avalia a atuação no Brasil como “estratégica” para a corporação. "Estamos muito orgulhosos e contentes. Esperamos ficar muitos anos aqui no Brasil", disse Rotondo.

Reestruturação e expansão

A entrada da Aena marca o fim do controle compartilhado no principal terminal do Rio de Janeiro. Diferente do modelo anterior, em que a Infraero detinha 49% das ações e os 51% restantes eram divididos entre Vinci Compass e Changi Airports International, a nova operadora terá 100% do controle acionário.

Essa mudança faz parte de uma solução consensual homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que buscou o reequilíbrio econômico-financeiro da concessão após os impactos da pandemia de Covid-19. O novo contrato também prevê metas para o crescimento do Galeão. A expectativa é que o fluxo de passageiros salte dos atuais 18 milhões para 30 milhões em um período de três anos.

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