Economia & Mercado
por Cibele Gentil
Publicado em 23/02/2026, às 18h29
As companhias norte-americanas American Airlines e United Airlines passarão a deter, cada uma, 8% das ações da Azul Linhas Aéreas, conforme anunciado pela empresa brasileira nesta segunda-feira (23). O movimento é parte do plano de recuperação judicial da companhia e envolveu um aporte combinado de US$ 200 milhões.
Enquanto a United já mantinha uma parceria de doze anos com a Azul, a entrada da American Airlines na base acionária ainda depende da aprovação formal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). De acordo com o presidente da Azul, John Rodgerson, a nova configuração societária deve ampliar as parcerias comerciais e os acordos de compartilhamento de voos entre as empresas.
Estrutura do investimento e alívio financeiro
O investimento de US$ 100 milhões da United Airlines foi realizado por meio de uma oferta pública de ações, consolidando sua posição como acionista de referência. Já a American Airlines estruturou seu aporte de igual valor via subscrição de bônus, conhecidos como warrants, que garantem o direito de compra de ações em data futura.
O plano de reestruturação permitiu à Azul reduzir suas dívidas de empréstimos em cerca de US$ 1,1 bilhão e captar US$ 850 milhões em novos investimentos. Além da entrada de capital, o acordo proporcionou um fôlego considerável ao caixa da aérea brasileira ao reduzir os pagamentos anuais de juros em mais de 50% e cortar em um terço os custos fixos com arrendamento de aeronaves.
Somados todos os aspectos da negociação, incluindo a emissão de novos títulos de dívida e compromissos de aporte ao longo do tempo, a redução total das obrigações financeiras da companhia chega à marca de US$ 2,5 bilhões.
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