Economia & Mercado

Ansiedade financeira: Psicóloga explica o que significa

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Problemas financeiros podem desencadear sintomas como ansiedade, insônia e até taquicardia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 23/05/2025, às 15h27 - Atualizado às 15h41



A relação entre dinheiro e bem-estar é mais próxima do que muita gente imagina. Segundo a psicóloga Ana Café, em entrevista ao programa "Conexão VivaBem", da UOL, a saúde financeira está diretamente conectada à saúde mental. Problemas para lidar com as finanças podem desencadear sintomas como ansiedade, insônia e até taquicardia.

“Não tem como pensar em bem-estar integral sem considerar a questão financeira”, afirma Ana. Ela explica que adultos que passaram por privações na infância costumam manter um “sentimento de sobrevivência”, sempre achando que precisam fazer mais e raramente conseguem parar para organizar suas finanças.

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Por outro lado, quem sempre teve dinheiro também pode enfrentar dificuldades para administrar o próprio orçamento, especialmente se não recebeu educação financeira. “Pessoas com muitos recursos podem adoecer por não saberem se posicionar ou fazer escolhas, inclusive profissionais”, destaca a psicóloga.

Uma das estratégias para reduzir o estresse financeiro é criar uma reserva de emergência. “Chamamos de reserva prudente. Não é fácil para todos, mas o ideal é tentar guardar pelo menos 10% do salário todo mês”, orienta Ana Café. No cenário ideal, ela recomenda ainda reservar 30% da renda para lazer, o que contribuiria para a saúde mental.

No entanto, a psicóloga ressalta que não é preciso gastar muito para garantir momentos de felicidade e bem-estar. Ana aconselha pais a usarem a criatividade para proporcionar lazer aos filhos sem grandes despesas. “Mostre para seu filho que vocês podem se divertir juntos, mesmo com dificuldades financeiras. Um passeio em um parque gratuito já faz diferença”, sugere.

Ela reforça a importância de buscar prazeres que não estejam ligados apenas ao consumo, redes sociais ou jogos. “É fundamental trazer criatividade para o dia a dia e evitar o adoecimento dos jovens”, conclui Ana Café.

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