Economia & Mercado
Publicado em 28/04/2025, às 12h35 Publicado por Vagner Ferreira
O universo dos bebês reborns tem viralizado recentemente nas redes sociais e movimentado a busca pelos ‘bonecos reais’ no mercado, assim, despertando o interesse de crianças e adultos. Isso porque, o ato da compra vem associado, muitas vezes, à maternidade, com simulação que dá direito ao parto, com incubadoras e “cegonhas” uniformizadas. Os colecionadores, por sua vez, estão dispostos a pagar uma média de até R$ 12 mil por um exemplar.
Alguns casos têm ganhado relevância na mídia, como o do padre Fábio de Melo, que ‘adotou’ um reborn com síndrome de Down quando estava em Orlando, nos Estados Unidos. A boneca, nomeada de Ana Maria, possuía certidão de nascimento e passaporte. Filhas de Sabrina Sato, Fabiana Justus e Maíra Cardi também já possuem o seu exemplar.
Já a influenciadora digital Elaine Alves, de 37 anos, conhecida por Nane Reborns e que possui 14 exemplares, surpreendeu na semana passada ao publicar um encontro de “mamães reborn”, que aconteceu em São Paulo. O evento propõe atividades relacionadas a um bebê, como troca de fraldas e de roupas.
Vale ressaltar que Nane tem um quarto apenas para os bonecos, com berço, armário com roupinhas de bebê e trocador. Sua coleção está avaliada em R$ 28 mil.
"Gravo conteúdo e saio com elas na rua para divulgar o trabalho das artistas, porque consegui firmar parcerias para vender e receber as bonecas. Às vezes, a semelhança com um bebê de verdade é tão grande que as pessoas param para perguntar porque têm curiosidade. Mas também existem aquelas que me olham torto", disse a influenciadora, na reportagem.
Mercado de reborns
A loja Minha Infância compõe o cenário de uma maternidade e conta com faturamento mensal médio entre R$ 30 mil e R$ 35 mil. Lá, os custos de cada peça variam de R$ 600 a R$ 4,5 mil dependendo do material. Há modelos que incluem a possibilidade de tomar mamadeira e fazer as necessidades.
Já na Alana Babys, as funcionárias utilizam jalecos médicos e pijamas cirúrgicos simulam para realizarem o ‘parto’, simulando a retirada da placenta e do cordão umbilical. A dona da loja, Alana Nascimento, disse que esse faz parte de um ritual lúdico.
Na Tereza Therezinha, os modelos mais simples estão na faixa de R$ 2 mil e os mais caros custam cerca de R$ 12 mil. Dentre todos os modelos, há os prematuros, com média de R$ 6 mil, ou os que vem acompanhados com o enxoval, por até R$ 10 mil.
O colecionador Cléber Alves ressalta que os ‘bebês’ também geram gastos com acessórios e ele já investiu cerca de R$ 1 mil entre roupas, sapatos, mamadeira e chupetas.
"As pessoas que estão de fora pensam que nós somos doidos, fracos da cabeça e chegam a sugerir que a gente se interne, mas a arte reborn foi feita para adultos, e não para crianças, porque a gente dá carinho e cuida", disse na reportagem.
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