Economia & Mercado
por Cibele Gentil
Publicado em 24/02/2026, às 17h33
A arrecadação federal iniciou o ano de 2026 com desempenho histórico, atingindo o montante de R$ 325,7 bilhões em janeiro. Este é o maior valor já registrado para o mês desde o início da série estatística, em 1995.
De acordo com dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira (24), o resultado aponta um crescimento real de 3,56% na comparação com janeiro do ano anterior, após o desconto da inflação. O Fisco atribui a marca recorde ao aquecimento da atividade econômica e aos efeitos de mudanças recentes na legislação tributária.
Entre os principais destaques do mês, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) registrou um salto expressivo, somando R$ 8 bilhões, o que representa um avanço real de 49,05%. Essa elevação reflete as alterações legislativas que expandiram a incidência do tributo sobre novas transações.
Da mesma forma, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital cresceu 32,56%, totalizando R$ 14,68 bilhões, impulsionado pela performance de aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP). O aumento da alíquota do JCP, aprovado pelo Congresso no fim de 2025, passará a impactar o caixa federal efetivamente apenas em abril.
Impacto dos setores e o fenômeno das bets
O setor previdenciário também apresentou números sólidos, com a arrecadação da Previdência Social chegando a R$ 63,45 bilhões, uma alta real de 5,48%. O crescimento foi sustentado pela expansão de 3,49% na massa salarial e pelo desempenho positivo do Simples Nacional.
O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) somaram R$ 56 bilhões, refletindo o aumento no volume de vendas nos setores de comércio e serviços. No entanto, o dado mais surpreendente veio do mercado de jogos e apostas online. Com a regulamentação das "bets", a arrecadação saltou de R$ 55 milhões em janeiro de 2025 para R$ 1,5 bilhão no mês passado.
Quedas
Na contramão, os tributos vinculados ao comércio exterior registraram retração. As receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação caíram 14,74% em termos reais. A queda é justificada pela redução no volume de importações e pela variação cambial favorável ao real no período.
Apesar desses recuos, o resultado geral de janeiro fortalece a posição do governo para o cumprimento da meta fiscal de 2026. O objetivo central prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões.
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