Política
por Camila Sales
Publicado em 11/07/2026, às 21h15 - Atualizado às 22h35
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a substituição da prisão preventiva do pastor Márcio Poncio pelo regime domiciliar, ligada ao cumprimento de diversas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão baseou-se no estado de saúde do investigado, que sofre de retocolite ulcerativa grave e necessita de tratamento contínuo após passar por procedimentos cirúrgicos para a retirada do reto e do intestino grosso, além do fato de sua esposa apresentar uma gestação de alto risco. Sob as novas regras, o pastor está proibido de acessar redes sociais, de manter contato com os outros suspeitos, deve entregar seus passaportes e teve seus documentos de porte de arma suspensos.
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Márcio Poncio é empresário, líder da Igreja da Nuvem e pai da deputada estadual Sarah Poncio e do cantor Saulo Poncio, foi preso pela Polícia Federal em um flat na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, na última quinta-feira (2); ação que também teve como alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar e o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.
O foco das investigações é desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos por parte da cúpula do jogo do bicho e da "Máfia do Cigarro". Poncio é investigado por suposta ligação com o comércio ilegal de cigarros, enquanto Adilsinho é apontado como o chefe da organização criminosa.
Esta nova etapa é um desdobramento da Operação Fumus, realizada em junho de 2021 para combater o monopólio de cigarros no Rio de Janeiro, ocasião em que a PF recolheu documentos contendo registros de contabilidade ligada à lavagem de dinheiro e doações eleitorais suspeitas. Adilsinho, que havia escapado daquela primeira ação, foi detido apenas em fevereiro deste ano em Cabo Frio com o auxílio de monitoramento por drones.
Informações da TV Globo apontam que ao menos 20 políticos são investigados por receberem repasses da organização. E o alcance do esquema ganha ainda maior proporção com a declaração recente do ministro Gilmar Mendes, que revelou relatos da PF indicando que mais de 30 deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro recebiam mesadas provenientes do jogo do bicho.
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