Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 13/07/2025, às 13h39
À medida que a Inteligência Artificial (IA) vai avançando, grandes empresas de tecnologia vão reduzindo a sua força de trabalho, afetando no número de setores e empregos. Isso já está acontecendo com a Amazon, com a startup IA Anthropic, a Microsoft, a Hewlett Packard e Procter & Gamble, a plataforma de idiomas Duolingo, além do escritório de empresas públicas dos Estados Unidos. Quase todas têm registrado demissão em massa.
De acordo com informações do g1, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta a substituição de um quarto dos postos de trabalho a nível global. No entanto, estima que, por outro lado, vai estabelecer novos empregos e aumentar a produtividade.
O Fórum Econômico Mundial, por sua vez, aponta que a tecnologia pode reduzir 92 milhões de empregos existentes até 2030 - mas, em contrapartida, deve criar 170 milhões de novas oportunidades no mercado de trabalho.
Em relação à economia, 60% dos empregos serão afetados, conforme levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2024 nos países desenvolvidos. Os que possuem baixa renda, os efeitos de IA serão sentidos por 40% das vagas. A pesquisa indica que empregados com maiores níveis intelectuais serão os mais atingidos pelos algoritmos.
Um levantamento mais atual, de 2025, mostra que a automação de tarefas no trabalho "não reduz necessariamente a ocupação" e pode gerar "ganhos de postos em alguns setores" da economia.
"Em princípio, poder automatizar uma tarefa antes laboriosa pode tornar os trabalhadores tão mais produtivos, que o output adicional compensa o fato de que parte de seu trabalho agora é feito por uma máquina", afirmam os economistas David Deming, Christopher Ong e Lawrence H. Summers, da Universidade de Harvard.
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