Economia & Mercado

Bahia se aproxima do Rio em geração de empregos e lidera no Nordeste, diz Augusto Vasconcelos

Devid Santana/BNews
Estado ficou entre os que mais criaram vagas com carteira assinada no país e tem avanço em setores como indústria, serviços e turismo  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews


A Bahia encerrou o último ano com 95 mil novos postos de trabalho com carteira assinada e se consolidou como líder na geração de empregos no Nordeste. O resultado coloca o estado entre os três que mais criaram vagas no país, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Os dados foram destacados pelo secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, durante o Encontro de Prefeitos realizado em Salvador, nesta sexta-feira (27).

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Segundo ele, o desempenho é reflexo direto de uma combinação entre investimentos públicos, articulação com municípios e apoio do governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além da condução do governador Jerônimo Rodrigues.

“A Bahia tem avançado em diversos setores da economia, como indústria, comércio, serviços, turismo e agricultura. Isso é fruto de políticas públicas e de um ambiente de negócios que vem sendo fortalecido”, afirmou.

De acordo com o secretário, o setor de serviços liderou a geração de empregos no estado, mas houve crescimento consistente também na indústria, construção civil e turismo. Ele citou a chegada de novos empreendimentos como fator decisivo, incluindo indústrias e empresas ligadas à cadeia de exportação.

Um dos exemplos mencionados foi a instalação de uma fábrica em Feira de Santana, responsável por cerca de mil vagas formais. Além disso, o avanço da indústria de energia renovável, com a chegada da BYD, também contribui para o novo ciclo econômico baiano.

O secretário destacou ainda que o governo tem ampliado investimentos em qualificação profissional e na modernização do Sine, com abertura de novas unidades para facilitar o acesso da população ao mercado de trabalho.

Apesar do cenário positivo, Vasconcelos reconheceu desafios no horizonte, como a alta no preço dos combustíveis, influenciada por tensões internacionais, e impactos anteriores de medidas econômicas externas. Ainda assim, ele afirmou que há articulação entre estado e União para mitigar efeitos e manter o ritmo de crescimento.

Outro ponto levantado foi a necessidade de fortalecer cadeias produtivas estratégicas, especialmente no setor de combustíveis, com maior capacidade de refino no país.

O evento também serviu como espaço para discutir políticas públicas e atrair novos investimentos. Segundo o secretário, iniciativas voltadas à inovação e à sustentabilidade, como projetos ligados à gestão de resíduos sólidos, podem abrir novas frentes de financiamento, inclusive com recursos internacionais.

“É um momento de diálogo e construção. Estamos criando oportunidades para que os municípios avancem junto com o estado e ampliem sua capacidade de gerar emprego e renda”, concluiu.

Classificação Indicativa: Livre

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