Economia & Mercado

Banco Central avalia novo aumento da Selic com mais cautela; entenda

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Confira a justificativa do Banco Central para elevação da taxa Selic  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Banco Central
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 24/06/2025, às 12h09 - Atualizado às 12h52



O Banco Central (BC) está avaliando o aumento da taxa Selic para 15%, na ata do último Comitê de Política Monetária (Copom), com bastante cautela. Isso porque, de acordo com informações do jornal O Globo, a inflação segue acima da meta anual de 3%. A instituição sinalizou também que deve interromper o ciclo da alta de juros e ainda indicou possível discussão para reduzir gastos tributários.

A justificativa para elevar a taxa para 15% é devido a uma avaliação do BC de que a economia se apresentava como estável. "O Comitê optou pela elevação de 0,25 ponto percentual, avaliando que a economia ainda apresenta resiliência, o que dificulta a convergência da inflação à meta e requer maior aperto monetário. Por outro lado, ressaltou-se que o ciclo até então empreendido foi particularmente rápido e bastante firme, reforçando o entendimento de que, dadas as defasagens inerentes aos efeitos da política monetária, grande parte dos impactos da taxa mais contracionista ainda está por vir", disse o BC na ata, segundo a reportagem.

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"O Comitê avalia que, após um ciclo rápido e firme de elevação de juros, antecipa-se, como estratégia de condução de política monetária, interromper o ciclo de alta e observar os efeitos do ciclo empreendido para, então, avaliar se a taxa de juros corrente é apropriada para assegurar a convergência da inflação à meta. Ressaltou-se que, determinada a taxa apropriada de juros, ela deve permanecer em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado devido às expectativas desancoradas", informou o Copom, conforme O Globo.

Vale ressaltar que, ao chegar a 15%, a Selic chegou ao maior patamar desde 2006. A alta foi a sétima consecutiva desde setembro, sendo a quarta na gestão do novo presidente da Instituição, Gabriel Galípolo, com acúmulo de 4,5 pontos percentuais. O BC estima que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2026 acima da meta de 3%. Já o Boletim Focus projeta aumento ainda maior, em 4,5%. 

A ata apresentou mudanças no que diz respeito ao cenário externo, afetado pela incerteza tarifária e a geopolítica no mundo. Apesar da melhora no cenário devido às tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, as tensões no Oriente Médio. O Copom ainda reconheceu baixas nos indicadores de bens industriais e de alimentos, apesar de estarem acima do nível compatível com a meta de inflação.

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