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Banco Central manda liquidar mais uma empresa do grupo Master

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Liquidação ocorre após falhas na tentativa de manter a operação da Will Financeira, ligada ao Banco Master  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 17/03/2026, às 08h29 - Atualizado às 08h29



O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master Múltiplo S.A. nesta terça-feira (17). Na prática, a medida substitui o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), que estava em vigor desde novembro do ano passado.

O banco havia entrado no regime especial em 18 de novembro de 2025, com prazo de 120 dias. Esse tipo de intervenção costuma ser usado quando a autoridade monetária tenta ganhar tempo para reorganizar a instituição ou viabilizar alguma saída de mercado.

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O que mudou
Segundo o Banco Central, o cenário que justificava o Raet deixou de existir. Isso porque uma das peças centrais da estratégia, a tentativa de manter a operação da financeira ligada ao grupo, não avançou como esperado.

O Banco Master Múltiplo fazia parte do chamado “Conglomerado Master” e não captava depósitos do público. A permanência sob regime especial estava diretamente ligada à tentativa de dar fôlego à sua controlada, a Will Financeira, que buscava alternativas para seguir operando.

Efeito cascata
Com a liquidação da Will Financeira, decretada ainda em janeiro, o Banco Central entendeu que não fazia mais sentido manter o Master Múltiplo sob administração especial. A avaliação foi consolidada em relatório apresentado na semana passada pelo interventor responsável.

Nos bastidores do mercado, a leitura é que o grupo tentava ganhar tempo para encontrar um investidor para o braço digital, estratégia que acabou não se concretizando dentro do prazo.

O que acontece agora
Com a liquidação extrajudicial, o banco deixa de operar normalmente e passa por um processo de encerramento supervisionado pelo Banco Central. Nesse modelo, a autoridade monetária assume o controle para organizar o pagamento de credores e apurar eventuais irregularidades.

O BC informou ainda que continuam válidas as medidas de indisponibilidade de bens de controladores e administradores, além da apuração de responsabilidades dentro das competências legais do órgão.

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