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BNews Bahia: Presidente da CODEBA destaca início da operação de granéis vegetais no Porto de Aratu

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Com a inauguração do terminal ATU 18, o Porto de Aratu diversifica suas operações e fortalece a logística agrícola da Bahia  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / Bnews
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 18/03/2026, às 11h36



Em entrevista ao BNews Bahia, da Baiana FM, na manhã desta quarta-feira (18), o presidente da Autoridade Portuária - CODEBA, Antônio Gobbo, conversou sobre a estrutura dos três portos administrados no estado - Salvador, Aratu, em Candeias, e Ilhéus -, sobre o projeto para reativação da Hidrovia do Rio São Francisco, que é a maior em extensão territorial contínua sob controle de uma Autoridade Portuária em todo o continente, e destacou o início da operação de granéis vegetais no Porto de Aratu, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). 

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O equipamento inicia uma nova etapa e, pela primeira vez em 51 anos de funcionamento, irá operar granéis vegetais no terminal ATU 18, com a movimentação de 35 mil toneladas de sorgo. A carga tem origem no oeste baiano e marca o início de uma nova frente logística para o escoamento da produção agrícola do estado da Bahia.

"O Porto de Aratu ele foi concebido inicialmente para ser o porto de escoamento dos produtos petroquímicos e da produção industrial vinda do Polo Petroquímico de Camaçari. E, também, na época de toda a outra produção industrial, que era a derivada dos petroquímicos. A partir da implantação do ATU 18 e do ATU 12, foi verificado que era possível fazer também o transporte em alto volume de grãos em granéis sólidos. Não apenas produção mineral, mas também e principalmente a produção de grãos. E esse processo ele foi conduzido na época pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários, do Ministério dos Transportes, e a implantação desse projeto hoje vai representar em volume hoje cerca de 30% de aumento de capacidade da operação logística do porto", disse.

O complexo portuário de Aratu foi criado na década de 1970 para atender às demandas logísticas do Polo Petroquímico de Camaçari e sempre manteve o foco predominante na movimentação de cargas vinculadas às indústrias petroquímica e mineral. Com a inauguração dos terminais de granéis sólidos ATU 12 e ATU 18, a estrutura operacional foi ampliada, permitindo ao porto iniciar o processamento desse tipo de carga e diversificar seu perfil de atuação. Foram investidos mais de R$ 400 milhões em obras de revitalização e melhorias no ATU 18, que passa a ser destinado ao manuseio e armazenagem de granel vegetal, principalmente soja, milho e sorgo.

O valor investido foi empregado na construção de infraestrutura estratégica, como classificadores, tombadores, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos, cada um com capacidade para armazenar 30 mil toneladas. Também foram adquiridos equipamentos de última geração para ampliar a eficiência das operações.

Antônio Gobbo ressaltou os ganhos para o agronegócio baiano a partir da nova operação e como a logística impactará diramente na redução de custos. 

"Para o agronegócio é realmente uma nova fronteira a ser desbravada, vai trazer uma economia. Muitas cargas não precisarão mais ser transferidas para outros portos. Isso representa economia no transporte, economia nos custos gerais e possibilidades futuras, inclusive, de readequação da malha ferroviária que segue ao porto. Abre em si um grande rol de oportunidades tanto no médio, quanto no longo prazo e no curto prazo, obviamente, com a implantação desses projetos, né? Como eu disse antes, a gente já tem uma movimentação prevista de 35 mil toneladas de sorgo e a gente vai conseguir movimentar 3,5 milhões de toneladas por ano", concluiu. 

Capacidade

Com a ampliação da capacidade operacional, o terminal poderá movimentar até 3,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Neste primeiro ano de operação, a previsão é movimentar até 3 milhões de toneladas, com capacidade inicial de armazenagem estática de 120 mil toneladas. A previsão é que, após novas expansões, a movimentação possa chegar a 7,5 milhões de toneladas anuais.

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