Economia & Mercado
Publicado em 11/11/2025, às 13h29 - Atualizado às 13h34 Redação
Um escândalo envolvendo a verba no valor de R$ 4,4 milhões destinada para a 30ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP30, que teria sido injetada nos cofres da empresa Ômega Construtora e Incorporadora em meados de setembro, acaba de estourar.
A informação foi publicada em reportagem de o portal UOL. “No último mês, o UOL obteve acesso a pedidos de verba para a COP30 (Conferência do Clima) e identificou que uma empresa do autor do Pix, investigada por pagar propina em Belém, recebeu uma injeção de R$ 4,4 milhões. O crédito extra reforçou os cofres da Ômega Construtora e Incorporadora em meados de setembro, após autorização do Ministério do Turismo. O montante é oriundo de uma linha de crédito especial criada pelo chefe da pasta, Celso Sabino, para a COP”, diz a matéria.
Ainda segundo a reportagem, a denúncia tem o agarvante de os empréstimos usarem recursos do Novo Fungetur (Fundo Geral do Turismo), política de financiamento a juros baixos, da pasta, para o setor turístico.
Vale salientar que a empresa Ômega assinou um contrato com a Caixa Econômica Federal , que foi o banco credenciado pelo Ministério para acessar a verba. “O dono da Ômega, o empresário Igor de Sousa Jacob e o pai são investigados pela PF por saques de dinheiro vivo, em série, desde o fim do ano passado. Todos foram alvo de busca e apreensão em uma operação há menos de um mês. O inquérito aponta que a Ômega é uma empresa de fachada, usada "para escoar valores ilícitos" de um esquema "sofisticado" que desviou verba de contratos de saneamento da prefeitura de Belém”, destaca a matéria.
De acordo com Sabino, conforme assegurou ao portal Uol, ele não tem o "menor conhecimento" sobre o motivo de a empresa estar sendo investigada. "Nós pedimos ao banco que eles remetessem para o ministério, para que o ministério fizesse uma avaliação se aquilo tinha alguma relação com a COP", declarou. "Se essa empresa não pagar, o banco vai ter que dar conta, pelo contrato que a gente tem com ele". A defesa informou que Igor Jacob, o pai dele e a Ômega não se pronunciaram por não terem "ainda não ter acesso a todos os elementos de prova do processo".
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