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Após anunciar ‘fim’ do home office, Nubank demite funcionários; saiba mais

Marcello Casal JrAgência Brasil
Nubank demite funcionários dois dias após discussão entre executivos e funcionários sobre mudanças no home office  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal JrAgência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 10/11/2025, às 10h36 - Atualizado às 10h36



O Nubank demitiu, na última sexta-feira (7), 12 funcionários, dois dias após uma discussão entre executivos e funcionários sobre mudanças no modelo de trabalho home office. A reunião foi conduzida pelo CEO, David Vélez e tratava sobre a mudança para o regime híbrido, conforme informações do portal Folha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, o encontro foi conduzido por Vélez e teve a participação de 7 mil dos 9,5 mil empregados da fintech. A proposta sobre o novo regime gerou discussões e foi definida como ‘tom beligerante’. 

O CEO escreveu, após a reunião, um e-mail sobre as demissões. “Foi uma decisão difícil, mas nós impusemos um limite do que é desrespeito e agressão”, escreveu o CEO. Demais funcionários vão receber advertências por escrito. 

A empresa, por sua vez, disse em nota que não comenta casos individuais de desligamentos. “Trabalhamos para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre os funcionários, mas não toleramos desrespeito e violações de conduta”, comunicou, segundo a reportagem.

Já o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que vai buscar esclarecimentos. Ainda, informou que está em contato com os funcionários desligados e que os relatos entram em contradição com o que a fintech havia justificado. 

“Recebemos a denúncia sobre as demissões desses trabalhadores e procuramos a direção do Nubank para esclarecimentos e abertura de negociação sobre a suspensão dessas demissões. Os trabalhadores foram convidados a se manifestar em uma reunião e depois são punidos com demissão? Queremos esclarecimentos”, disse a presidenta da entidade, Neiva Ribeiro, conforme aponta o Correio. 

O modelo híbrido deve entrar em vigor a partir do dia 1º de julho de 2026. Entretanto, os funcionários alegam que construíram suas vidas com base no modelo à distância, e ainda, que a nova medida vai resultar em falta de representatividade de empregados de fora do Sudeste.

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