Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 01/08/2025, às 12h57 - Atualizado às 13h02
O setor de alumínio brasileiro projeta um prejuízo bilionário em decorrência da sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos, medida anunciada pelo presidente Donald Trump e prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira (6).
Segundo informações do portal Metrópoles, a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) estima uma perda de R$ 1 bilhão em 2025. Dentro do grupo, a alumina, responsável pela produção de alumínio primário, estará isenta do imposto. No entanto, a medida não se aplica às exportações de bauxita, hidróxido de alumínio, óxido de alumínio e cimento aluminoso. “Os impactos diretos das medidas já são expressivos”, afirma a entidade.
Em 2024, os EUA foram o terceiro maior destino das exportações brasileiras de alumínio, respondendo por 14,2% do total, atrás apenas do Canadá e da Noruega. O faturamento do setor com o mercado norte-americano atingiu US$ 773 milhões, cerca de R$ 4,3 bilhões.
“Com a elevação para 50% da Seção 232 e ampliação do escopo tarifário da lista recíproca, os prejuízos totais ao setor poderão alcançar US$ 210 milhões (mais de R$ 1,15 bilhão), considerando os efeitos diretos já contabilizados e as estimativas para o restante do ano”, declarou a Abal.
Os EUA já haviam aplicado tarifas comerciais sobre o alumínio no primeiro semestre de 2025, o que resultou em uma queda de 28% nas exportações em comparação ao mesmo período de 2024.
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