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Bomba de combustível anti-golpes como o do PCC será obrigatória; saiba mais

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Um novo tipo de bomba, a bomba medidora criptografada, começa a ganhar espaço nos postos e é virtualmente imune à golpes  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Pixabay
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 04/09/2025, às 11h22



Um novo tipo de bomba, a bomba medidora criptografada, começa a ganhar espaço nos postos e é virtualmente imune à golpes como a identificada na megaoperação Carbono Oculto, maior operação já realizada contra o crime organizado no setor de combustíveis, que movimentou bilhões em sonegação, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis e bombas de abastecimento.

De acordo com a polícia, a fraude utilizada pela facção criminosa é o chamado "golpe da bomba baixa", no qual modifica-se o equipamento para que forneça menos combustível do que a quantidade informada no respectivo painel. Dessa forma, o visor mostra 40 litros, por exemplo, mas o tanque recebe menos e o motorista paga o valor informado no painel, sem perceber que foi enganado.

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Como funciona a bomba

As bombas criptografadas impedem o tipo de interferência, no qual chips ou dispositivos eletrônicos são instalados para manipular os pulsos de medição entre o medidor e o visor da bomba.

Elas contam com assinatura digital inviolável, que valida cada abastecimento com um "carimbo" eletrônico. Desta forma, se houver qualquer tentativa de adulteração, a bomba trava ou exibe uma mensagem de erro. 

Além disso, a tecnologia ainda permite o monitoramento remoto, que possui memória inviolável e impede o acesso aos cabos de automação, os pontos mais visados por fraudadores.

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Quanto custa a bomba criptografada

Trocar uma bomba tradicional por uma com tecnologia antifraude tem custo mais alto, mas, segundo Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal, não é algo inviável. O custo fica entre 20% e 30% acima do valor cobrado pelo aparelho antigo, afirma.

O setor discute alternativas para facilitar essa transição, incluindo linhas de financiamento pelo BNDES. A implementação da nova bomba é gradual, com prazo até 2029 para que todos os postos adotem o equipamento criptografado.

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