Economia & Mercado
Publicado em 03/05/2025, às 14h12 - Atualizado às 15h42 Publicado por Vagner Ferreira
Um estudo realizado pela LCA Consultores, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontou novo recorde na rotatividade do mercado de trabalho do Brasil. Em comparação com os últimos 12 meses, aproximadamente, 36% dos trabalhadores - ou seja, 8,8 milhões de pessoas – que trabalham via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), optaram pela mudança de emprego, o maior patamar desde o início da série histórica.
De acordo com informações do portal Metrópoles, desta vez, o principal motivo foi referente ao aquecimento do mercado, visto que muitos trabalhadores estão em buscas constantes por melhorias. O índice estava em 25% no levantamento feito há cinco anos.
Segundo pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego de agosto de 2024, as justificativas mais recorrentes eram: ter outro trabalho em vista (36,5%); baixa remuneração (32,5%); e o não reconhecimento na empresa (24,7%). Ainda, 24,5% relataram falta de ética, 16,2% apontaram “conflitos com chefes” e 15,7% reclamaram sobre “falta de flexibilidade na jornada de trabalho”.
A pesquisa feita pela LCA mostrou também que o percentual de rotatividade da geração Z - pessoas nascidas entre 1997 e 2010 -, estava em 40%, ante 26% em 2020. Para quem tem até 17 anos, o percentual era ainda maior, configurando - se em 42%, sendo que era 30% antes da pandemia. Já para a faixa etária de 40 a 49 anos, o percentual ficou em 32,5% e o de 50 e 64 anos, esteve em 27,7%.
Segundo análise, trabalhadores mais escolarizados têm mais chances de pedir desligamento voluntário quando comparados a pessoas com nível médio. Além disso, as mulheres tendem a mudar com mais frequência, com taxa acima dos 40%, enquanto os homens ficaram com índice por volta de 32%.
Dentre as regiões, o sul liderou o ranking das mudanças de emprego, com 45% nos últimos 12 meses, e destaque para Santa Catarina, com índice em quase 50%, seguido pelo Paraná (cerca de 45%) e pelo Rio Grande do Sul (quase 40%).
Depois, ficou o Centro-Oeste (40%), com Mato Grosso do Sul acima da meta (45%); o Sudeste, com São Paulo e Espírito Santo ocupando os primeiros lugares (taxa acima dos 35%); o Norte (30%), com Rondônia liderando (perto dos 40%); e Nordeste (25%), com todos os estados em torno de 25%, exceto o Ceará (30%).
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