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Brasil tem um dos maiores déficits nominais do mundo; saiba o que é como isso impacta nas dívidas públicas

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Levantamento sobre déficits nominais foi feito pelo banco BTG Pactual  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 15/01/2025, às 08h08   Publicado por Vagner Ferreira



Levantamento feito pelo banco BTG Pactual apontou que o Brasil terá um dos maiores déficits nominais do mundo em 2024 e em 2025, e assim, a dívida pública do país contará com aumento intensivo nos próximos anos.

De acordo com informações do G1, os déficits acerca do Produto Interno Bruto (PIB) serão de: 7,8% para 2024 e 8,6% em 2025. O Brasil só fica atrás da Bolívia, que lidera o ranking. A pesquisa tem como base as economias globais, integrando as desenvolvidas e emergentes e sinaliza que índice brasileiro deve ser pior do que o déficit médio calculado. 

Para o economista do BTG Pactual, Fabio Serrano, os números brasileiros ainda refletem um endividamento pós pandemia. "A situação não é exclusiva do Brasil. Mas, entre os emergentes, temos um dos níveis de endividamento mais altos e um dos déficits nominais mais altos. Isso torna a nossa situação mais desafiadora", ressaltou. 

Segundo a pesquisa do BTG, o Brasil deve cumprir as regras fiscais em 2024, mas a dívida bruta do país deve se manter em alta, o que deve resultar em dificuldades de investimentos no país, visto que os investidores passam a exigir juros maiores para a aplicação de recursos. "A perspectiva para a dívida pública é de crescimento contínuo para os próximos anos, devendo atingir 86% do PIB ao final 2026, um crescimento de 14p.p. ao longo da atual gestão", pontua o documento.

Fabio Serrano, do BTG Pactual, explica: “Quando a Selic, a taxa básica de juros, sobe, o custo da dívida também aumenta. Então, há uma relação dessas variáveis, o que ajuda a explicar o déficit". 

Outro fator que influencia diretamente no déficit é a desvalorização do real frente ao dólar, que ultrapassou os R$ 6 no final de 2024, e que deve se manter em alta ao longo de 2025. O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, tem como uma das regras fazer com que o governo passe a arrecadar mais do que gastar, assim, reduzindo a dívida pública e gerando superávit primário. 

Para 2025, o cenário é de incertezas e o BTG Pactual acredita que o cumprimento da meta e do limite de crescimento das despesas vai variar.

"Nossa projeção para o resultado primário do governo central de 2025 se encontra em -R$100 bilhões, equivalente a -R$ 56 bilhões quando excluídas as despesas com precatórios", segundo o relatório, divulgado pela reportagem. A projeção é de R$ 178 bilhões em "receitas incertas".

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