Economia & Mercado

Brasil não deve ser prioridade de taxação neste início da gestão de Donald Trump; entenda

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Presidente Donald Trump deve focar no déficit comercial, segundo apontado por economistas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 03/02/2025, às 10h06   Publicado por Vagner Ferreira



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ações protecionistas de ordem executiva, mirando o déficit comercial, e pode deixar, por enquanto, o Brasil de fora do sistema tarifário, conforme sinalizado por economistas entrevistados pelo jornal O Globo.

A medida foi adotada para o México, o Canadá e a China, na justificativa de que vai de contra ao tráfico de drogas, como o fentanil, e à imigração ilegal, assuntos que são tratados como prioridades nas agendas da nova gestão.

O especialista do Peterson Institute for International Economics, Gary Hufbauer, ressaltou que os EUA têm superávit no comércio com o Brasil, visto que, no ano passado, o índice chegou a US$ 253 milhões nas transações, e por isso, “o Brasil não seria uma preocupação para Trump. Provavelmente não seria afetado no curto prazo”. 

O ex-diretor do Banco Central, Tony Volpon, disse que o Brasil não é uma das prioridades dos EUA no sistema tarifário, devido a uma economia menor no comparativo com outros mercados, mas que, ainda assim, pode ser afetado. 

Caso o Brasil seja alvo de tarifas, os custos dos produtos seriam, consequentemente, sendo pressionados pela inflação. Assim, o governo brasileiro deve entrar com retaliação - mas ainda sem uma modalidade concreta, já que ainda não se sabe quais serão os setores afetados. 

“Não acho boa ideia (retaliar), mas os políticos se veem obrigados a reagir de uma agressão de natureza comercial”,  disse a diplomata Graça Lima, sobre o comitê de especialistas que estuda as queixas apresentadas à OMC, segundo o jornal O Globo. 

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