Economia & Mercado

Governo busca mudanças em vale-alimentação e vale-refeição para conter inflação dos alimentos; entenda

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Propostas de mudanças têm gerado controvérsias entre agentes do mercado  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 03/02/2025, às 08h03 - Atualizado às 08h32   Publicado por Vagner Ferreira



O Governo Federal realizou mudanças nas regras do vale-alimentação (VA) e do vale-refeição (VR) com o objetivo de conter o encarecimento dos alimentos. No entanto, segundo reportagem de o portal Metrópoles, a proposta tem gerado controvérsias entre agentes do mercado, com estabelecimentos comerciais a favor e as empresas de benefícios contra as alterações, justificando que o novo método não soluciona o problema da inflação

Os benefícios devem contar com portabilidade, garantindo que o cliente possa escolher em qual cartão deseja recebê-lo, aumentando assim a competitividade entre as empresas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem tratando da questão de frear o aumento da inflação como prioridade e se reuniu, em novembro, com entidades do setor de alimentos para debater e encontrar soluções sobre esse assunto.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) sugeriu novas regras para o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), sendo, uma delas, o depósito dos benefícios em uma conta da Caixa Econômica Federal, com o trabalhador possuindo livre acesso ao recurso.

“As empresas que fazem a intermediação desses vouchers impõem taxas altíssimas aos supermercados. Elas podem cobrar 15%, 10%, 6% em taxas. E não podemos fazer nada em relação a isso. Os contratos são leoninos. Os prazos para recebermos as quantias também são muito longos, chegam a 35 dias”, disse à reportagem, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi.

Para a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), o novo método vai aumentar o preço dos produtos e serviços. “É exatamente o oposto do que se imagina, com mais custos, inflação e perdas para o trabalhador brasileiro”, pontuou o diretor-presidente da ABBT, Lucio Capelletto. 

A entidade defende o aumento da fiscalização e a adoção de um sistema de interoperabilidade, autorizando que todas as bandeiras de cartão sejam aceitas nos estabelecimentos comerciais.

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