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Setor industrial prevê desaceleração na economia após alta da Selic; entenda

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Setor de indústria nacional reagiu negativamente às medidas da alta de juros  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 31/01/2025, às 08h46 - Atualizado às 09h34   Publicado por Vagner Ferreira



O setor de indústria nacional reagiu negativamente às medidas decididas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sobre a alta da Selic, que foi de 12,25% para 13,25% ao ano. 

De acordo com informações do portal Metrópoles, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) estima prejuízos no setor, impactando na geração de empregos e renda das famílias. “No nosso entendimento, a taxa de juros já está elevada e não haveria necessidade de nova elevação. É muito mais um efeito psicológico para acalmar o mercado e segurar a taxa de câmbio, que contribui para o combate inflacionário efetivo, já que a taxa já é, de fato, muito alta”, disse o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.

A Fiemg acredita que uma das soluções seja reduzir o gasto público para evitar o aumento dos juros. “Não há mais espaço para aumentar a carga tributária brasileira, que já é alta e é a população quem paga”. 

Já a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) prevê desaceleração da indústria nacional após elevação dos preços, visto que, a produção industrial teve baixas e está 15% abaixo do nível máximo da série histórica, alcançado em 2011. 

“A alta dos juros não apenas compromete o desenvolvimento sustentável de setores estratégicos, mas também restringe os investimentos necessários para impulsionar a produtividade”, contou a entidade, conforme reportagem do Metrópoles. 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou a alta como “injustificada” e propôs um laço unindo todos os Poderes, empresários e trabalhadores, para chegar a uma solução sobre as metas fiscais e as políticas econômicas, para equilíbrio das contas públicas e combate à inflação.

“Com a decisão, o Banco Central mostra que continua ponderando equivocadamente os fatos econômicos mais relevantes do cenário atual, principalmente no que diz respeito ao quadro fiscal e à desaceleração da atividade do país”, pontuou o presidente da CNI, Ricardo Alban, segundo a reportagem. 

“Diante disso, fica evidente que o aumento [da Selic] representa mais custos financeiros para as empresas e os consumidores, e perda adicional e desnecessária de emprego e renda”, continuou.

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