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Alta da SeliC: Entenda como o aumento das taxas de juros impacta investimentos

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Alta da taxa Selic após Copom tem movimentado a economia do país e gerado dúvidas sobre investimentos  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay

Publicado em 30/01/2025, às 13h10   Publicado por Vagner Ferreira



O aumento da taxa Selic para 13,25%, decidido após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, tem movimentado a economia e gerado dúvidas sobre o momento ser ou não propício para fazer investimentos.

De acordo com informações do jornal O Globo, os rendimentos de renda fixa subiram, trazendo oportunidades de retorno para os investidores, já que os títulos tendem a ter rendimento maior com risco controlado.

Títulos pós-fixados

Especialistas indicam que o aumento da taxa de juros favorece os investimentos em títulos pós-fixados. Michael Viriato, estrategista-chefe da Casa do Investidor, recomenda a compra de títulos com prazos mais longos, como os indexados à inflação. “Com a Selic subindo, a hora é dos títulos pós-fixados, como o Tesouro Selic e os referenciados ao CDI. Essa é a dica para quem é conservador ou até moderado”, explicou Viriato.

Ele acrescenta: “Esses títulos têm um juro real acima de 7%. Para os com vencimento em 2035, chega a 7,8%. Esse é um juro real alto para o Brasil, com proteção contra a inflação.”

Títulos prefixados

Por outro lado, os analistas recomendam cautela na compra de títulos prefixados em um cenário de aperto monetário. Isso ocorre porque, com a alta dos juros, os novos títulos são emitidos com taxas mais altas do que os anteriores. Caso a inflação suba, o retorno real pode ser reduzido.

“Os prefixados já estão na casa de 15%, 16%, mas a Selic pode chegar a esse patamar. É um título interessante se você aposta que a Selic vai começar a cair”, destacou Viriato.

Embora as altas taxas resultem em rendimento reduzido devido à inflação, Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos, sugere a compra de títulos prefixados com prazos mais curtos, como os Tesouro Prefixado 2028 ou 2029.

Títulos privados

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) também seguem a tendência da alta da Selic. Mello recomenda a compra de CDBs emitidos por bancos sólidos, que possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), garantindo aportes de até R$ 250 mil em caso de problemas financeiros dos bancos.

“Investir em CDBs ou letras financeiras de bancos de primeira linha, com rendimento de cerca de 105% do CDI, pode ser uma boa escolha. Com o aumento dos juros, a inadimplência tende a crescer, e bancos de médio porte podem ter um desempenho mais fraco”, afirmou.

Posição das empresas

As companhias que emitem títulos de dívidas estão sendo impactadas pela desaceleração econômica. Analistas não consideram o momento ideal para investir em papéis de empresas, mas, para aqueles que desejam assumir riscos, recomendam atenção às despesas dessas empresas.

“Empresas médias e pequenas podem ter despesas mais altas devido à taxa de juros restritiva, o que pode afetar suas vendas no futuro”, alertou Mello, destacando que empresas maiores tendem a ser menos arriscadas.

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