Salvador
por Antonio Dilson Neto e Bernardo Rego
Publicado em 20/05/2026, às 17h22 - Atualizado às 17h52
O Sindicato dos Rodoviários de Salvador subiu o tom contra o setor patronal e expôs a grave crise enfrentada pela categoria nos bastidores da campanha salarial. Em entrevista ao BNews, o diretor de comunicação da entidade, Daniel Mota, cobrou que os empresários apresentem propostas concretas sobre as reivindicações da classe e detalhou as duras condições de trabalho que podem culminar em uma greve geral nesta semana.
Durante a audiência de conciliação realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no bairro de Nazaré, Daniel Mota criticou a postura das empresas de transporte e classificou o atual cenário como "um ataque aos direitos históricos dos rodoviários".
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Olha, primeiro eu acho esse ano atípico, porque é perceptivo que as empresas pretendem lançar mão num direito inexorável, que é a data base da categoria, um dos patrimônios mais importantes que nós temos. E todo ano tem esse evento de trazer os trabalhadores para um um julgamento no tribunal. Dois meses que a categoria vem fazendo um entendimento para que haja uma proposta. Infelizmente não sai essa proposta", desabafou Daniel Mota.
Jornada excessiva
Para além do impasse econômico e da falta de reajuste, o diretor de comunicação fez denúncias sobre a rotina física e psicológica à qual os motoristas e cobradores estariam sendo submetidos diariamente nas linhas soteropolitanas.
Mota criticou o uso de ferramentas tecnológicas que, segundo ele, têm sido usadas para sufocar o trabalhador em vez de auxiliá-lo.
"A classe vem sofrendo com uma jornada excessiva, sendo obrigado a trabalhar para além da conta aos finais de semana. É um processo que não deixa o trabalhador de sair do banco para ir ao banheiro, para tomar uma água. Tudo isso foi dito aqui, na audiência e a gente acredita que daqui sai uma uma proposta contemplativa para a categoria", diss o líder sindical.
Contagem regressiva
Apesar de o presidente do sindicato, Fábio Primo, já ter confirmado que o indicativo de greve está previsto para as primeiras horas desta sexta-feira (22), Daniel Mota reforçou que a categoria manteve a responsabilidade de alertar a cidade, mas que a bola agora está inteiramente no campo do empresariado.
De acordo com Mota, a população e a imprensa já estão cientes do processo, e os rodoviários aguardarão a resposta do patronato na mesa de negociação até o limite do prazo legal.
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