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BYD irrita concorrência por usar navio gigante para evitar alta de impostos; entenda

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A BYD, segundo a Anfavea, mantém estoque de 40 mil veículos no Brasil  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 06/04/2025, às 10h53



A BYD tem utilizado uma "carta na manga" que tem irritado a associação de montadoras instaladas no Brasil, a Anfavea. Em fevereiro, a bordo do BYD Explorer 01, a concessionária chinesa trouxe ao Brasil um lote com 5,5 mil veículos elétricos, comercializados com preços agressivos. 7.117 carros de uma só vez, da China para o resto do mundo. As informações são do UOL.

Em abril de 2024, a gigantesca embarcação, com capacidade para transportar 7.117 carros, fez seu primeiro desembarque no Brasil, trazendo outros 5,5 mil carros da BYD. Desta forma, a montadora conseguiu montar estoque e nacionalizar automóveis antes do aumento dos impostos sobre importações, cujo repasse aumenta o preço ao consumidor. A Anfavea entende que a gigante chinesa tem vantagem antes de iniciar a produção dos veículos em Camaçari (BA), ainda em 2025.

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Em julho, a alíquota de importação de veículos elétricos subirá dos atuais 18% para 25%; a de híbridos plenos, cuja bateria é recarregada pelo motor a combustão e pelo próprio movimento do automóvel, saltará de 25% para 30%; no caso dos híbridos plug-in, que podem ser recarregados na rede elétrica, o percentual irá de 20% para 28%. A última elevação nos percentuais está prevista para julho de 2026, com percentual de 35%.

A Anfavea solicitou ao governo Lula a antecipação da alíquota de 35% para todos os elétricos e híbridos importados. O órgão afirma que a BYD mantém estoque de 40 mil veículos no país. "[Trata-se de] um desequilíbrio no comércio exterior que pode afetar ainda mais a produção, os investimentos e os empregos na cadeia automotiva brasileira", disse a Anfavea em um comunicado.

"O imposto sobre a importação de produtos estrangeiros é de competência da União. O fato gerador desse imposto é a entrada dos produtos no território nacional", explica a Receita Federal, com base no Código Tributário Nacional.

"Nenhum país do mundo, com indústria automotiva instalada, tem uma barreira tão baixa para as importações, o que torna o nosso importante mercado um alvo fácil, especialmente para modelos que estão sendo barrados por grandes alíquotas na América do Norte e na Europa. Elas são de 100% nos EUA e Canadá, e podem chegar a 48% na Europa", diz a Anfavea.

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