Economia & Mercado
A Casa Branca criticou, nesta terça-feira (29), a decisão da Amazon de informar aos consumidores o impacto das tarifas impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos preços de seus produtos. A medida foi classificada como “ato hostil e político” pela secretária de imprensa Karoline Leavitt, que também levantou questionamentos sobre o histórico de relações da empresa com a China.
Segundo Leavitt, que discutiu o assunto diretamente com Trump, a divulgação da Amazon — revelada pelo Punchbowl News — é uma tentativa de interferência política. “Esse é um ato hostil e político da Amazon”, afirmou à imprensa.
A repercussão negativa refletiu no mercado: as ações da Amazon recuaram 2,2% nas negociações prévias à abertura de Wall Street. A empresa não comentou imediatamente o conteúdo da reportagem nem as críticas feitas pelo governo.
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Desde o início do mandato de Trump, os Estados Unidos impuseram diversas tarifas a parceiros comerciais, especialmente à China. Segundo dados oficiais, os custos tarifários chegaram a aumentar até 145% em determinados setores. Leavitt questionou a seletividade da empresa: “Por que a Amazon não fez isso quando o governo Biden elevou a inflação ao maior patamar em 40 anos?”, disse.
A porta-voz também resgatou uma reportagem da Reuters, de 2021, que apontava ligações entre a Amazon e um órgão de propaganda chinês — conteúdo que foi compartilhado nas redes sociais oficiais da Casa Branca nesta terça-feira.
Por fim, Leavitt reforçou o apelo para que os consumidores priorizem produtos fabricados nos Estados Unidos, destacando os esforços da gestão Trump para fortalecer cadeias de suprimentos nacionais e impulsionar a indústria local.
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