Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 29/04/2025, às 19h41 - Atualizado às 19h45
Em entrevista para o BNews, Gustavo Ferraz, especialista em investimentos na WIT Invest, analisa o mercado financeiro nacional no mês de abril e destaca os eu desempenho. Confira a seguir:
Como você avalia o desempenho da bolsa brasileira no mês de abril? Quais setores mais se destacaram de forma positiva e positiva?
O Ibovespa registrou uma valorização de 16,78% em dólares no primeiro trimestre de 2025, destacando-se entre os principais índices globais. Esse desempenho foi impulsionado pela rotação de investimentos para mercados emergentes, com investidores buscando ativos mais atrativos em comparação aos EUA, que enfrentaram quedas expressivas, como o Nasdaq, que recuou 10,42% no mesmo período, muito também por conta do mercado brasileiro ser um dos menos afetados com o tarifaço.
O Ibovespa encerrou o mês em alta, queda ou estabilidade? O que motivou esse movimento?
Tivemos uma alta no Ibovespa no mês. Muitos fatores podem ter impactado, fatores como alívio da inflação, leve alívio da alta de juros e um menor impacto ao mercado brasileiro das tarifas impostas por Trump.
O que esperar da bolsa brasileira no próximo mês, considerando o cenário político-econômico atual?
O resultado do Ibovespa para o próximo mês vai depender se continuaremos com a entrada de fluxo estrangeiro, quais as próximas medidas a serem tomadas por Trump com relação ao Tarifaço e os conflitos. Acreditamos em um mês de mais correção devido as últimas altas e o Ibovespa estar próximo do topo histórico.
Como o aumento das tarifas comerciais entre EUA e China pode impactar os mercados globais e, especialmente, o Brasil?
Com relação às tarifas impostas por Trump, o Brasil, na teoria, tende a sofrer menos. Porém, o Brasil pode ser impactado por um possível acordo comercial entre EUA e China, onde haveria um acordo de compra de produtos entre eles, deixando o Brasil de fora da jogada.
Como essas tarifas comerciais impactam as commodities e exportações brasileiras?
As tarifas comerciais impostas por Donald Trump em 2025 têm gerado impactos significativos nas exportações brasileiras, especialmente nos setores de aço, alumínio e café. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta que as tarifas podem resultar em uma queda de 11,27% nas exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA, o que representa uma perda de aproximadamente US$ 1,5 bilhão.
Quais são as expectativas para as decisões do Copom e do Fed na próxima Super Quarta?
Acredita-se que o COPOM irá aumentar os juros para 15%, o que representa uma alta de 0,75% nos patamares atuais. Já o FED deve manter os juros estáveis aguardando maiores desfechos com relação ao tarifaço.
Quais as expectativas do mercado sobre possíveis cortes ou manutenção dos juros no Brasil e nos EUA?
O COPOM deve subir o juros conforme o precificado para 15%, para avaliar estabilidade ou possível alta na reunião de junho.
O FED deve manter juros estáveis, aguardando maiores desfechos sobre o real impacto do tarifaço na economia como um todo.
Como os investidores se comportaram ao longo de abril? Estavam mais confiantes ou mais cautelosos?
No decorrer do mês de abril, tivemos certo alívio com as tarifas impostas por Trump, deixando os investidores mais confiantes com relação ao mercado de renda variável.
Quais setores ou ações mais se destacaram em abril, seja de forma positiva ou negativa?
No mês, o setor mais impactado foi o setor de petróleo, por conta da queda do barril. Já quem mais se beneficiou foi o classe de Small Caps como um todo.
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