BNews Agro
por Lucas Pacheco
Publicado em 09/05/2026, às 18h06 - Atualizado às 18h18
Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao mês de março, apontam que a primeira safra de milho no estado está estimada em 2,088 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 8,1% em relação a 2025.
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Em números absolutos, o volume de aumento é equivalente a 156 mil toneladas, sendo o maior avanço entre as culturas agrícolas baianas no período, o que aponta que, em 2026, a cultura deve ser um dos principais motores para mais uma safra recorde da Bahia e para que o estado mantenha a sétima posição no ranking nacional de produção de grãos.
“O milho tem papel fundamental no desempenho recorde da produção de grãos da Bahia, fortalecendo a economia do campo e diversas cadeias produtivas. Esse resultado reflete o esforço dos produtores e o trabalho da Seagri em apoiar o setor com políticas públicas, incentivo à inovação, assistência técnica e ações que ampliam a competitividade da agricultura baiana”, destacou o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Gois.
Considerando também a segunda safra, a produção total deve alcançar 2,74 milhões de toneladas em 2026, alta expressiva de 18,2% na comparação anual, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária da Bahia, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Outro dado relevante é o que indica que a área plantada também avançou, com um crescimento de 5% e chegando a 630 mil hectares. A produtividade estimada é de 4 mil quilos por hectare.
O Oeste e também o Nordeste baianos concentram os principais municípios produtores do grão. Correntina liderou o ranking, com 40 mil toneladas, em 20245, seguido por São Desidério, com 35,2 mil toneladas; Jeremoabo, com 34,3 mil toneladas; Adustina, com 31,7 mil toneladas; e Paripiranga, com 28,5 mil toneladas.
"O uso de sementes de alto potencial genético e a melhoria nas técnicas de manejo no Cerrado baiano e na região da Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia), que abrange o nordeste baiano, têm sustentado a produtividade. A consolidação desta nova fronteira agrícola tem sido vital para a terceira safra, que ganha relevância na composição do PIB agrícola estadual", avaliou o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho.
Exportações
O milho baiano apresentou desempenho positivo também no mercado internacional, com exportações que somaram US$ 378,1 mil no primeiro trimestre de 2026. Foi 1,735 milhão de toneladas destinados principalmente à China e a países do Oriente Médio, conforme dados do sistema Agrostat, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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