Economia & Mercado
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 13/09/2026, às 21h15 - Atualizado às 21h16
A antiga mansão que ficou conhecida como a casa mais cara do Brasil terá um leilão que reúne 1.681 peças retiradas do imóvel. A última rodada de lances acontece nesta segunda-feira (14), com itens que vão de elementos arquitetônicos da residência a objetos de uso cotidiano.
Entre os lotes disponíveis estão portas, janelas, gradis, corrimãos, luminárias, peças de banheiro e outros acabamentos que faziam parte da propriedade localizada no Jardim Pernambuco, no Leblon, no Rio de Janeiro e que está sendo demolida para dar lugar a um condomínio.
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Um dos itens de maior valor é o portão de ferro da entrada principal, que tem lance inicial de R$ 30 mil.
Também chama atenção o corrimão de ferro da escadaria principal, oferecido a partir de R$ 2.200. Outro lote reúne 11 portas e janelas do segundo andar da casa, com lance inicial de R$ 8 mil.
Para quem procura peças menores, há um par de luminárias com lance inicial de R$ 320 e um armário de banheiro disponível a partir de R$ 100. Um conjunto de vasos sanitários e bidês começa em R$ 1 mil.
O catálogo ainda tem uma peça inusitada: uma fotografia da mansão durante o processo de demolição, modificada com inteligência artificial, cujo lance inicial é de apenas R$ 1.
O material colocado à venda foi retirado da residência ao longo de quatro meses de desmontagem. Antes disso, os antigos proprietários já haviam levado móveis, obras de arte, pisos, o sistema de refrigeração e mais de 70 janelas.
Mesmo após a retirada, permaneceram diversos elementos estruturais e de acabamento. Entre eles estão mais de 50 portas e janelas, postes de ferro fundido, gradis, corrimãos e luminárias.
Um dos conjuntos mais expressivos é formado pelos acabamentos em madeira. A mansão tinha aproximadamente mil metros quadrados de piso de tábua corrida em peroba-rosa, madeira considerada nobre.
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A residência, construída em 1986 pela família Amaral, antiga proprietária da rede de supermercados Disco, ocupava cerca de 4 mil metros quadrados e tinha arquitetura inspirada no estilo inglês.
A casa contava com seis suítes, 18 banheiros e 15 vagas de garagem, além de biblioteca, estúdio de música, sala de reuniões, salas de estar e jantar, sauna, churrasqueira e piscina semiolímpica. A área de lazer conta ainda com churrasqueira e uma piscina semiolímpica.
Para a manutenção dos cerca de 4 mil metros quadrados da casa, a propriedade tinha até um sistema europeu de aspiração central, instalado nos rodapés.
O imóvel também tinha uma casa de bonecas e um anexo destinado a cerca de 40 funcionários.
A propriedade, avaliada em R$ 220 milhões, será substituída pelo Estância Pernambuco, condomínio fechado de dez residências de altíssimo padrão. A previsão é de que as novas casas tenham projetos personalizados e sejam assinadas pelo arquiteto Thiago Bernardes.
O projeto será desenvolvido pela Mozak e prevê residências personalizadas, de acordo com as necessidades de cada comprador. A arquitetura ficará a cargo de Thiago Bernardes, responsável por projetos como o Museu de Arte do Rio (MAR) e trabalhos de ampliação no Instituto Moreira Salles e no Instituto Burle Marx.
A proposta é ocupar o terreno com um conjunto de apenas dez residências, mantendo o caráter exclusivo associado à propriedade que existia no local.
À época em que a mansão foi posta à venda, Neymar chegou a visitar o imóvel, mas achou caro demais — e comprou outro terreno no mesmo condomínio.
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