Economia & Mercado

Ceia pascal fica mais barata em 2026, mas preços dos chocolates disparam

Divulgação / Fecomércio
Dados sobre preços de itens da páscoa foi apresentado pela Fecomércio-BA  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Fecomércio
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 13/03/2026, às 08h36



Uma cesta com 11 itens tradicionais da Páscoa registrou queda média de 2,84% nos preços no acumulado de 12 meses, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA). O cálculo tem como base dados do IPCA-15, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da redução, o resultado contrasta com a média geral da Região Metropolitana de Salvador (RMS), que apresentou alta de 3,31% no mesmo período. Ainda assim, o índice ficou abaixo do registrado no mesmo intervalo do ano passado, quando a mesma cesta havia subido 0,84%.

O comércio, sobretudo os supermercados, devem receber impacto direto. De acordo com estimativa da Fecomércio, o faturamento do setor em abril pode avançar 3%, alcançando cerca de R$ 7,6 bilhões. No caso das chocolaterias, não há um cálculo específico, já que esses estabelecimentos estão incluídos na categoria Outras Atividades, que tem previsão de crescimento de 1,5% no período.

Ainda, as famílias estão com condições financeiras mais favoráveis, explicada pela inflação mais moderada, o mercado de trabalho aquecido e maior acesso ao crédito. “Com a queda nos preços de parte dos insumos da refeição de Páscoa, o momento tende a ser mais tranquilo para as compras. A principal atenção deve ficar nos chocolates, mas a variedade de tamanhos e sabores permite manter a tradição sem comprometer o orçamento”, afirmou o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes.

“Os alimentos que compõem a lista de compras para o prato típico da Páscoa, à base de pescado, apresentam, em sua maioria, queda de preços em um ano. Os destaques são o alho e o arroz, com reduções quase idênticas de 26,87% e 26,81%, respectivamente. O alho, inclusive, havia registrado alta de 36,62% no ano passado”, acrescentou o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze.

Entre os produtos que ficaram mais baratos, o tomate (-24,04%) e o azeite de oliva (-18,24%) lideram as quedas. No caso do azeite, o cenário é diferente do registrado em 2025, quando o produto teve alta de 17,55% devido a problemas na safra europeia, uma das principais regiões produtoras. Também apresentaram redução de preço a cebola (-14,63%) e o ovo de galinha (-3,23%).

Os pescados, por outro lado, tiveram aumento médio de 2,34%, percentual menor que o observado em 2025, quando a alta chegou a 5,51%. Mesmo assim, a variedade de opções disponíveis no mercado pode ajudar o consumidor a encontrar produtos mais baratos ou em promoção. Entre os demais itens analisados, os panificados subiram 4,03% e a azeitona teve alta de 7,2%.

O principal impacto no bolso, no entanto, continua sendo o chocolate. Segundo o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, “os preços de chocolates em barra e bombons subiram, em média, 24,33%, enquanto o chocolate em pó e o achocolatado tiveram alta de 17,56%. No mesmo período de 2025, as variações foram de 14,6% e 15,91%, respectivamente”.

“Na época, a alta foi impulsionada pelo forte aumento do cacau no mercado internacional, causado por problemas na safra africana. Apesar de os preços da commodity terem recuado posteriormente, a redução ainda não se refletiu nos valores ao consumidor”, destaca o consultor econômico.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)