Economia & Mercado
Publicado em 24/10/2024, às 11h04 - Atualizado às 11h25 Publicado por Vagner Ferreira
As eleições nos Estados Unidos estão previstas para acontecer no próximo dia 05 de Novembro. Com isso, os produtores do agronegócio estão tentando exportar a quantidade máxima de produtos antes deste período, temendo o resultado dos votos e, consequentemente, crise no setor.
De acordo com informações da Folha de São Paulo, com base em dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a exportação de soja no país americano está em nível recorde durante um período de 14 meses.
Atualmente, uma média de 2,5 milhões de toneladas de soja estão disponíveis para serem exportadas, sendo, aproximadamente 1,7 milhão de toneladas com destino à China, representando o maior volume anual.
Apesar do aumento no envio, os produtores avaliam que esse serviço é temporário, podendo ter oscilação referente aos valores das safras e das exportações nos meses seguintes. Isso porque o candidato à presidência, Donald Trump, tem sido favorável à taxação durante a transição, o que pode resultar na falta de interesse dos países pelos produtos estadunidenses a partir de janeiro.
Assim, o Brasil acaba se tornando um dos beneficiários, pois a China acaba recorrendo à soja brasileira, pagando uma média de US$ 0,40, que é equivalente a R$ 2,28 do real brasileiro.
"Os chineses não sabem quais serão os custos finais em relação às tarifas. Eles estão evitando os Estados Unidos de janeiro em diante", disse o presidente da AgResource, Dan Basse, em reportagem à Folha.
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