Economia & Mercado

Clube reúne mulheres que detêm de milhões de reais no mercado imobiliário e desejam mudar as regras do jogo

Divulgação/Instituto Mulheres do Imobiliário
Clube é comandado pelo Instituto Mulheres do Imobiliário e mira no protagonismo econômico  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Instituto Mulheres do Imobiliário
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 02/06/2025, às 08h22 - Atualizado às 08h36



Um clube diferente pretende mudar as regras do jogo e, assim, alterar o funcionamento hierárquico do mercado imobiliário brasileiro. Isso porque, mesmo em um setor que gira R$ 55,3 bilhões por ano, a presença feminina no topo da cadeia financeira do setor em questão ainda é exceção. Para transformar esse cenário, o Instituto Mulheres do Imobiliário (IMI) lança uma nova fase do Ametista Clube, iniciativa que conecta proprietárias de imobiliárias e houses de vendas de alta performance de todo o Brasil — juntas, elas movimentaram mais de R$ 219 milhões em VGV em 2024 e gerenciam um portfólio de quase mil imóveis.

Batizado agora de Ametista by CasaBrick, o clube tem apoio da boutique imobiliária Casa Brick e estreia com um evento em São Paulo no dia 4 de junho, reunindo executivas de destaque como Elisa Rosenthal (fundadora do IMI), Danielly Cardoso (RE/MAX Verti e VP no Secovi-SP) e Eneia Verdi (Verdi Imóveis). A convidada especial será a consultora e autora Denise Damiani, referência nacional em finanças e liderança feminina.

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O local se propõe a ser um espaço de networking e também uma comunidade de trocas estratégicas, mentoria e influência real no setor — onde apenas 38% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, segundo a Grant Thornton.

“Não queremos só um lugar à mesa. Queremos construir novas mesas”, resume Elisa. O clube já nasce como um polo de influência nacional, com participantes de diversos estados e apoio de lideranças que entendem o impacto econômico da diversidade. Segundo a  Organização internacional do trabalho - OIT, empresas que apostam na equidade de gênero na liderança têm aumento de até 20% nos lucros.

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