Economia & Mercado
Do ponto de vista econômico, 2025 foi um ano que se notabilizou por fatos marcantes no Brasil e no mundo. Entre os principais pontos a se destacar estão: a escalada tarifária do presidente dos Estados Unidos – EUA, Donald Trump, denominada “tarifaço”, que teve como um dos alvos as commodities brasileiras; a retomada da guerra comercial entre o Tio Sam e a potência chinesa, aumentando tensões geopolíticas e bloqueando cadeias de suprimentos. Como consequência: mais volatilidade aos mercados globais. Aliado a tudo isso, podem-se citar disputas diplomáticas, retaliações e incertezas no comércio internacional, ou seja, um cenário mundial vivendo sob constante vigilância e pressão nos negócios.
No Brasil resumidamente, o ano que se encerra em poucos dias foi de desaceleração do crescimento, após um aquecimento inicial, com selic em 15%, isto é, juros elevados e avanços na Reforma Tributária, ressaltando-se medidas de reforço de arrecadação, simplificação de tributos e um mercado de crédito e capitais que aqueceram a atividade econômica nacional.
Em suma, 2025 foi desafiador, de transição na economia brasileira. Confira, a seguir, os principais destaques deste ano no Brasil e no mundo:
- Juros e inflação / Política Monetária: No Brasil, a taxa Selic se manteve alta, em 15%, com expectativa de corte em 2026. O mercado de capitais aquecido e a ocupação recorde pressionaram a inflação, mas houve queda nos juros médios e inadimplência. O Banco Central – BC, maior autoridade fiscal e monetária do país, sob nova diretoria, enfrentou pressões inflacionárias e fiscais, com cortes previstos para 2026.
- Reformas e tributos: Avanços na regulamentação da Reforma Tributária e aprovação da isenção de Imposto de Renda para ganhos de até R$ 5 mil.
- Crescimento: O Produto Interno Bruto - PIB desacelerou no segundo semestre, mas 2024 (base para 2025) mostrou crescimento forte. Há projeções de nova desaceleração e até recessão técnica ainda para o final de 2025.
- Setor externo e agronegócio: Comércio exterior se manteve em alta, mas com impactos negativos no agronegócio em função de tensões mundiais, como prejuízos no Vale do São Francisco devido a tensões globais.
- Cenário global: Tensões comerciais, como tarifas de importação em torno de 50% impostas por Donald Trump, a “denominada tarifaço”, geraram incertezas e afetaram a oferta global, atingindo, inclusive, o Brasil.
- Reforma Tributária: Avanço significativo na regulamentação após aprovação da Emenda Constitucional, com destaque para a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
- Mercado de trabalho: Desemprego caiu para o menor nível histórico, com crescimento da população ocupada e aumento do rendimento real, impulsionando o consumo. A taxa de desocupação caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, um recuo de 1,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior (maio-julho) e 1,1 ponto percentual em comparação ao mesmo período de 2024 (6,9%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
- Contas públicas: Debate fiscal permaneceu central, com medidas para reforçar a arrecadação e simplificar tributos, mas com preocupações sobre a dívida pública.
- Crédito e Investimentos: Forte expansão do crédito (livre e direcionado) e recorde nas emissões de títulos privados, refletindo aquecimento econômico.
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