Economia & Mercado

Conheça hábitos comuns que fazem seu carro gastar mais combustível e que você acha que está economizando

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Diversos motoristas adotam práticas que podem acabar aumentando o consumo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Unsplash
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 29/12/2025, às 13h44 - Atualizado às 13h50



Muitos motoristas adotam hábitos acreditando que vão economizar combustível, mas acabam obtendo o efeito contrário: aumento no consumo e desgaste prematuro de componentes do veículo. A calibragem dos pneus, por exemplo, é fundamental para a eficiência, desde que seja feita corretamente. A seguir, veja cinco erros comuns que, em vez de ajudar, só fazem o carro “beber” mais.

Calibrar os pneus com eles quentes

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Fazer a calibragem semanalmente ajuda a reduzir o consumo, mas o procedimento precisa ser feito da forma correta. Um estudo da Continental, realizado em cem postos de abastecimento de São Paulo e Jundiaí, apontou que 34% dos motoristas rodavam com pneus descalibrados entre 3,5 mil veículos vistoriados. Segundo a fabricante, a cada 3 psi abaixo do recomendado, o consumo aumenta cerca de 2%.

A empresa estima que rodar 30 mil km por ano com pneus abaixo da pressão ideal gera um desperdício de aproximadamente 55 litros de combustível. O problema se agrava quando a calibragem é feita com os pneus quentes. Como o ar aquecido se expande, a pressão indicada fica abaixo do valor correto após o resfriamento, aumentando a área de contato com o solo, o esforço do motor e o desgaste do pneu.

A orientação das montadoras é calibrar com o carro parado há pelo menos uma hora ou após percorrer no máximo 3 km em baixa velocidade.

Dirigir na “banguela”

Ao contrário do que muitos pensam, dirigir em ponto-morto não reduz o consumo. Pelo contrário, pode fazer o carro gastar mais combustível e ainda comprometer a segurança.

“O sistema de injeção é calibrado para reduzir o consumo quando o motorista tira o pé do acelerador com o carro engrenado. Em neutro, isso não acontece”, explica o engenheiro Edson Orikassa.

Além disso, em descidas, a prática sobrecarrega os freios, aumentando o risco de superaquecimento e acidentes. “Engrenar o câmbio com o carro ainda em movimento pode danificar engrenagens”, alerta Camilo Adas, conselheiro da SAE Brasil.

Abastecer com combustível muito barato

Desconfie de preços muito abaixo da média. Gasolina adulterada com solventes ou etanol com excesso de água prejudicam o funcionamento do motor e elevam o consumo.

“O solvente danifica dutos, vedações e peças emborrachadas, além de formar depósitos internos. Já o etanol adulterado acelera a corrosão e provoca funcionamento irregular”, explica Erwin Franieck, da SAE Brasil.

O resultado é perda de desempenho, maior gasto de combustível e danos ao motor. A recomendação é abastecer em postos conhecidos e sempre exigir a nota fiscal.

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Rodar sempre com o motor frio

Usar o carro apenas em trajetos muito curtos faz o consumo aumentar. O motor precisa atingir a temperatura ideal para que os componentes se expandam corretamente e a lubrificação funcione como deveria.

“Percursos de menos de 15 minutos não aquecem o óleo o suficiente, comprometendo a lubrificação. Há carros com baixa quilometragem que apresentam mais desgaste do que veículos mais rodados”, afirma Franieck.

Veículos abastecidos com etanol tendem a sofrer ainda mais nessa fase fria, especialmente em dias frios, quando há maior injeção de combustível na partida.

Desligar o ar-condicionado na estrada

O uso do ar-condicionado pode elevar o consumo em até 20%, segundo o Cesvi Brasil. No entanto, desligar o sistema em rodovias e abrir os vidros em dias quentes também não é uma boa solução.

A turbulência do ar dentro da cabine aumenta o esforço do motor, podendo elevar o consumo ainda mais do que manter o ar ligado com os vidros fechados.

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