Política

Banco Master aportou R$ 458 milhões em projetos para o Canindé e empresa planejava comprar dívidas da Arena Fonte Nova

Letícia Martins/EC Bahia
Com a queda das ações da Revee, os planos de expansão da empresa enfrentam um futuro incerto após investigação  |   Bnews - Divulgação Letícia Martins/EC Bahia
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 19/07/2026, às 08h55 - Atualizado às 08h58



Um crédito de R$ 458 milhões foi fornecido pelo Banco Master para a Revee Real State. A empresa planejava reformar o estádio do Canindé, filiado à SAF da Portuguesa, e comprar dívidas para assumir o controle de estádios como a Arena Fonte Nova e a Arena das Dunas, em Natal (RN), sem nunca ter detalhado a origem do dinheiro. 

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A informação estava em uma planilha enviada à Justiça pelo liquidante do Banco Master. No processo, a família do banqueiro Daniel Vorcaro é acusada de usar empréstimos do banco para desviar recursos em benefício próprio.

Em agosto de 2025, o direito de receber esse empréstimo foi cedido ao fundo Máxima por R$ 600 milhões, em uma operação suspeita de R$ 2,9 bilhões que envolve outras empresas ligadas à gestora Reag.

Segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, do portal Metrópoles, a corporação liderada pelo dono da Reag, João Carlos Mansur, tem a concessão da Arena Fonte Luminosa (Araraquara/SP), do ginásio Geraldão (Recife/PE), da Serraria Souza Pinto (Belo Horizonte/MG) e chegou a anunciar a compra de um clube da segunda divisão do futebol de Portugal.

Oito dias após a bilionária operação de crédito, foi deflagrada a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal (PF), que tem como um dos principais alvos João Carlos Mansur. Antes da Operação Carbono Oculto, a Revee planejava investir em projetos esportivos e culturais, incluindo a construção de uma arena multiuso no Anhembi, em São Paulo. 

A Operação Carbono Oculto barrou os projetos da empresa, já que o preço das ações caiu de mais de R$ 30 para menos de R$ 3 e dirigentes renunciaram. Os planos da empresa eram comprar dívidas de construtoras para assumir o controle de estádios. Parte da dívida da Arena do Grêmio já havia sido adquirida e vendida por um valor maior. 

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