Economia & Mercado
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 06/04/2026, às 18h36
Depois de um período de testes com ferramentas como Gemini e Copilot, executivos e empresários brasileiros começam a concentrar atenção em uma nova plataforma de inteligência artificial: o Claude.
Desenvolvido pela Anthropic, o sistema tem desbancado o ChatGPT e vem ganhando espaço principalmente no ambiente corporativo por sua capacidade de lidar com tarefas mais complexas, como programação, análise de dados e organização de processos. O movimento acompanha uma mudança no uso da IA, que deixa de ser apenas conversacional e passa a atuar de forma mais operacional dentro das empresas.
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No Vale do Silício, o fenômeno foi apelidado de “Claude-pilled”, termo usado para descrever o momento em que profissionais passam a explorar a ferramenta além de interações básicas e passam a utilizá-la na execução de tarefas estruturadas.
Esse avanço está relacionado ao conceito de agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de realizar atividades com maior autonomia e menor necessidade de supervisão humana. A tecnologia é apontada como um dos próximos estágios de evolução da IA no ambiente corporativo.
Lançado em 2023, o Claude inicialmente seguiu o modelo tradicional de chatbot. Em 2025, a plataforma ganhou uma versão voltada para desenvolvedores, o Claude Code, treinado para interpretar lógica de programação mais complexa. A partir desse lançamento, usuários passaram a utilizar a ferramenta também para funções mais amplas, como compilação de informações, organização de arquivos e produção de documentos.
A interface baseada em linha de comando, no entanto, limitava o uso por parte de profissionais sem conhecimento técnico. Para ampliar o acesso, a empresa lançou o Claude Cowork, versão com interface mais amigável, disponível para sistemas macOS e Windows e voltada a diferentes perfis de usuários corporativos.
Outro recurso central é a possibilidade de configurar “skills”, que permitem adaptar o comportamento da IA para funções específicas dentro das empresas, ampliando sua aplicação em diferentes áreas.
Apesar do interesse crescente entre executivos, a adoção no Brasil ainda é considerada limitada. Levantamento recente da Anthropic posiciona o país na 61ª colocação em uso da ferramenta, em um grupo classificado como de adoção intermediária baixa, considerando o tamanho da população.
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