Economia & Mercado
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 18/03/2026, às 17h13
A temporada 2026 da Fórmula 1 marca uma virada técnica importante: carros menores, mais dependentes de energia elétrica e abastecidos com um novo tipo de combustível, o chamado e-fuel.
Desenvolvido sob regras da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) esse combustível não vem do petróleo. Ele é produzido a partir de carbono capturado da atmosfera e hidrogênio obtido da água, usando energia renovável. O objetivo é resolver um dilema antigo na indústria automobilística: reduzir ao máximo as emissões sem mexer no desempenho.
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Na prática, o motor queima um combustível que já “compensou” o carbono emitido durante sua produção. Para fechar a conta, entram aditivos vindos de fontes pouco convencionais, como resíduos agrícolas, lixo urbano e até óleo de cozinha usado. Cada equipe testa suas próprias soluções, tudo sob um altíssimo nível de sigilo corporativo.
A mudança não começou do nada. A categoria já vinha reduzindo o impacto ambiental desde 2022, com misturas que incluíam etanol. Agora, o salto é maior e mais complexo.
Mesmo com a inovação, a Fórmula 1 mantém padrões rígidos de desempenho. O combustível precisa se comportar como a gasolina tradicional em potência e eficiência. Ou seja, sustentável, mas sem deixar o carro “mais ecológico e mais lento”.
Fora das pistas, o movimento já influencia montadoras como Porsche e Renault, que estudam aplicar combustíveis sintéticos em carros de rua.
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