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COP29: Delegações de pequenos Estados insulares e países em desenvolvimento rejeitam negociação; entenda

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Delegações rejeitam texto atual do acordo proposto na COP29; saiba por que  |   Bnews - Divulgação Divulgação / COP29
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 23/11/2024, às 13h18 - Atualizado às 13h34



O acordo proposto no texto atual da 29º Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP29), realizada entre 11 e 22 de novembro, em Baku, no Azerbaijão, foi rejeitado pelos pequenos Estados insulares e países em desenvolvimento, nesta sexta-feira. Inconformados com o pacto sugerido pela presidência do evento, delegações das nações tidas como as mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas se retiraram da reunião.

Com o abandono do acordo no último dia do evento, instalou-se uma crise, pois não haverá solução enquanto não ocorrer consenso, e isso somente acontecerá quando essas nações forem levadas em consideração, segundo asseguraram os especialistas mundiais em política internacional, em reportagem ao portal g1.

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De acordo com os representantes dos Estados insulares e países em desenvolvimento que rejeitaram o pacto, “o texto atual não considera a inflação nem as necessidades reais dessas nações.  Pequenas ilhas e países costeiros, como Samoa, Bahamas e Cabo Verde, têm baixa produção industrial e contribuem pouco para as emissões de gases de efeito estufa. Ainda assim, estão entre os mais impactados pelas mudanças climáticas”, diz a matéria.

Evans Njewa, presidente do grupo dos países menos desenvolvidos nas negociações da ONU sobre alterações climáticas, escreveu em seu perfil no X ( antigo Twitter): “Saímos temporariamente das consultas porque sentimos que o texto não reflete o motivo pelo qual viemos aqui".

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