Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 02/06/2025, às 08h05 - Atualizado às 08h30
Enfrentando crise financeira, os Correios registraram mais do que o dobro de prejuízo nos três primeiros meses de 2025 — R$ 1,72 bilhão — em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de R$ 801 milhões. Esse é o pior resultado para o primeiro trimestre desde 2017.
A estatal já enfrenta dificuldades desde 2022, operando no vermelho, com falta de insumos, atrasos em pagamentos e crescente insatisfação interna.
De acordo com informações do jornal O Globo, além dos atrasos salariais, funcionários relatam falta de materiais de trabalho e problemas constantes na manutenção de veículos e equipamentos. A empresa, no entanto, afirma que tem adotado medidas para conter gastos.
“A natureza estatal da empresa e a proteção legal, que impede sua descontinuidade, reforçam sua estabilidade operacional, garantindo a continuidade das atividades mesmo diante de desafios econômicos”, disse a estatal em nota.
Por outro lado, a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que os Correios estão utilizando mecanismos que não estão em conformidade com normas técnicas.
A forte concorrência no mercado de entregas é apontada como uma das principais causas da crise financeira da empresa. Agravando ainda mais o cenário, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu suspender, a partir desta quarta-feira (4), os voos operados pelos Correios, alegando que estavam sendo transportados produtos classificados como perigosos. Esses serviços são realizados por empresas terceirizadas.
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