Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 25/11/2025, às 09h56
Os Correios estão em busca urgente de propostas para um empréstimo de até R$ 20 bilhões, que devem ser entregues até esta terça-feira. Cerca de dez bancos foram acionados na segunda rodada de negociações, enquanto a estatal tenta garantir ao menos R$ 10 bilhões para sobreviver no curto prazo.
De acordo com o jornal O Globo, a primeira tentativa fracassou: mesmo com aval da União, os bancos ofereceram juros considerados abusivos pela empresa: 136% do CDI. Geralmente, operações desse tipo costumam ficar até 120% do índice. Entre os participantes estavam BTG Pactual, Citibank, ABC Brasil e Banco do Brasil.
Para tentar baixar o custo, a estatal reduziu o valor da operação e ampliou o número de instituições convidadas. O dinheiro é considerado indispensável para pagar dívidas atrasadas, reorganizar o caixa e tirar do papel um plano de reestruturação que evite o colapso da empresa.
Sem o plano, o prejuízo dos Correios pode bater R$ 23 bilhões em 2026, conforme aponta a reportagem. Só neste ano, o rombo projetado é de R$ 10 bilhões. A estatal perdeu competitividade no mercado de encomendas, despencando de 51% para 25% de participação, ao mesmo tempo em que enfrenta queda de receitas e aumento de custos.
A empresa acumulou prejuízo de R$ 4,3 bilhões apenas no primeiro semestre e amarga um fluxo de caixa negativo de R$ 750 milhões por mês. A previsão do resultado primário também degringolou, passando de déficit de R$ 2,4 bilhões para R$ 5,8 bilhões.
O impacto já pressiona o balanço das estatais: a projeção de déficit do setor saltou de R$ 5,5 bilhões para R$ 9,2 bilhões, acima da meta fiscal de 2025. O governo teve de buscar uma compensação extra de R$ 3 bilhões no Orçamento da União para evitar um rombo ainda maior.
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