Economia & Mercado
Mais de 70 mil produtores de cacau na Bahia e aproximadamente 300 marcas de chocolate devem ser beneficiadas durante a realização do Salon Du Chocolat Brasil, maior evento mundial dedicado ao cacau e chocolate, que vai ocorrer no Centro de Convenções de Salvador, na Orla da Boca do Rio, no mês de dezembro.
Essa é a projeção feita pelo CEO da MVU Empreendimentos/Grupo M21, Marco Lessa, responsável por trazer o evento para a capital baiana. Durante o anúncio ocorrido na sexta-feira (15), no Restaurante Amado, no Comércio, o empresário afirmou ao BNews que a vinda do salão também busca resgatar o protagonismo do Brasil na produção mundial de Cacau.
O mundo merece conhecer o nosso cacau. O Brasil já foi o maior produtor de cacau do mundo. Existia um mapa gigante do cacau fino no mundo, o Brasil tinha ficado de fora desse mapa. O Brasil saiu de instituições internacionais nesse período. A gente quer recuperar muito isso", afirmou Marco Lessa.
Com sede oficial em Paris, na França, a feira será importada para Salvador e deve atrair diversos chocolatiers, chefs de cozinha e produtores de cacau. Para a edição brasileira, o investimento deve variar entre € 1 milhão e € 1,5 milhão (aproximadamente R$ 5,5 milhões a R$ 8,0 milhões).
A secretária do Desenvolvimento Rural (SDR), Elisabete Costa, informou que o Salon Du Chocolat deve movimentar entre R$ 10 e 15 milhões. Para ela, iniciativas como essas fortalecem o turismo, a cultura e o desenvolvimento da Bahia como um todo.
Hoje na Bahia nós temos quase 70 mil empreendimentos que trabalham o chocolate. A atividade cacaueira fortalece a economia, o turismo e o desenvolvimento das pessoas que vivem, principalmente no campo, trabalhando e desenvolvendo essa cadeia produtiva", afirmou a secretária da SDR.
Ao citar o poeta Jorge Amado — grande imortalizador da civilização cacaueira no sul da Bahia — Lessa destacou que o mundo merece conhecer o cacau baiano e toda luta do produtor rural. Ele destacou que todo o trabalho do produtor de cacau na Bahia resulta no sabor sabor único do chocolate.
Não é simplesmente uma cultura agrícola, é uma cultura que perpassa por preservação ambiental, por história, por Jorge Amado, pela luta para não desmatar. Merecemos conquistar o mundo e o nosso chocolate que já vem conquistando cada vez ainda mais", afirmou o empresário.
Outro que citou Jorge Amado durante o evento foi o Secretário de Turismo da Bahia (Setur-BA), Maurício Bacelar. Para ele, além da qualidade das amêndoas do cacau, a malha aérea foi outro ponto que foi crucial para a vinda do Salon Du Chocolat para Salvador ao invés de São Paulo ou Belém — outras capitais que estavam na disputa.
Bacelar explicou que a conectividade aérea da Bahia facilita o acesso de produtores do mundo todo. Ele citou como exemplo o hub operado pela Copa Airlines no Panamá, que liga Salvador a mais de 80 destinos, incluindo a América do Norte, e o voo Salvador-Paris administrado pela Air France.
Essa infraestrutura de conectividade aérea, introduzida pelo governo da Bahia, além da infraestrutura turística de hotéis, de pousadas, de restaurantes, de agências de viagens, foram determinantes para essa escolha. [...] Mas nada disso seria possível se não fosse por conta da excelência das amêndoas produzidas aqui no nosso estado", afirmou o secretário de Turismo.
Criado em 1994 com o apoio do Ministério das Relações Exteriores da França, o Salon du Chocolat se espalhou para outras capitais mundiais como Tóquio, Nova York e Dubai, tornando-se a maior e mais renomada feira anual de cacau e chocolate.
Em Salvador, um dos primeiros anúncios da edição é a presença do chef Guillaume Gomez, considerado Embaixador da Gastronomia Francesa. Gomez é reconhecido por chefiar a cozinha do Palácio do Eliseu, servindo quatro presidentes em seus mais de 30 anos de experiência culinária.
O intercâmbio entre a França e o Brasil também foi bem representado pelo Cônsul Honorário da França na Bahia, Bernard Xavier Greck. Ele destacou que o Salon Du Chocolat representa uma ponte entre Paris e Salvador, entre a França e a Bahia, entre produtores de cacau e grandes chefes internacionais.
A Bahia possui uma história profundamente ligada ao cacau carro. Durante décadas, o nosso estado ajudou a construir a identidade do chocolate no mundo.Hoje, vivemos um novo momento, o do reconhecimento da excelência do chocolate baiano, da produção sustentável, da agricultura de qualidade e do talento dos seus chocolateiros artesanais. Nos últimos anos, vimos nascer uma verdadeira revolução do chocolate premium na Bahia", afirmou o Cônsul da França.
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