Economia & Mercado

Desejo de Trump de tomar petróleo da Venezuela irrita China e derruba os preços no mercado mundial

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O presidente Trump afirma refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto presos na Venezuela; entenda  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 07/01/2026, às 12h04 - Atualizado às 13h27



A queda dos preços globais do petróleo nesta quarta-feira (7) vem causando fortes impactos no mercado mundial e fez a China acusar os Estados Unidos de intimidação, depois ⁠que o governo americano conduzido por Donald Trump afirmar ter persuadido a Venezuela a desviar suprimentos de Pequim e ‍a exportar aos EUA até US$ 2 bilhões em petróleo bruto sancionado.

O acordo está ligado ao desejo de Trump de controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela após depor o líder Nicolás Maduro, considerado um ditador acusado de envolvimento com o tráfico de drogas em aliança com inimigos de Washington.

O presidente Trump afirma refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto presos na Venezuela ‌sob um bloqueio como um primeiro passo do plano para reviver o setor local há muito tempo em declínio, apesar de possuir ‌as maiores reservas do mundo.

“Esse petróleo será vendido a seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado para beneficiar o povo da Venezuela e dos Estados Unidos!", postou Trump na última terça-feira (7).

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Fontes da empresa estatal de petróleo PDVSA afirmaram à agência Reuters que as negociações para um acordo de exportação tinham progredido, apesar do governo da Venezuela não ter realizado nenhum anúncio oficial.

Reação da China

O acordo exigia inicialmente que as cargas destinadas à China, principal comprador da Venezuela fossem redirecionadas, uma vez que Caracas ​está buscando descarregar milhões de barris retidos em navios-tanque e depósitos.

“O uso descarado da força pelos Estados Unidos contra a Venezuela e sua exigência de ‘América em primeiro lugar’ quando a Venezuela se desfaz de seus próprios recursos petrolíferos são atos típicos de intimidação”, afirma o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, em uma coletiva de imprensa.

“Essas ações violam seriamente o direito internacional, infringem gravemente a soberania da Venezuela e prejudicam gravemente os direitos do povo venezuelano”, complementa. Especialistas afirmam que a China, que importou 389.000 barris por dia de petróleo venezuelano em 2025, representa cerca de 4% de suas importações marítimas de petróleo bruto, e pode agora recorrer mais ao Irã e à Rússia.

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