Economia & Mercado

Desemprego na Argentina dispara e atinge pior nível desde a pandemia

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Setor privado formal da Argentina perdeu mais de 200 mil empregos com carteira assinada sob a presidência de Milei  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 18/03/2026, às 18h46



A taxa de desemprego na Argentina subiu para 7,5% no fim de 2025, marcando o pior resultado para um quarto trimestre desde a pandemia de Covid-19.

Os dados mostram uma deterioração do mercado de trabalho antes mesmo da aprovação da reforma trabalhista do governo de Javier Milei, sancionada em fevereiro.

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O setor formal foi o mais afetado. Depois de três trimestres de estabilidade, o desemprego voltou a crescer, enquanto o trabalho informal permaneceu praticamente estagnado, atingindo cerca de 43% da população ocupada.

Desde o início da atual gestão, o setor privado perdeu mais de 200 mil empregos com carteira assinada, o equivalente a cerca de 3% do total. Ao mesmo tempo, o governo também promoveu cortes no funcionalismo público.

Embora o mercado tenham reagido positivamente à reforma trabalhista de Milei, economistas alertam que é improvável que ela se traduza rapidamente em geração de empregos, já que a atividade econômica perde fôlego, o consumo segue fraco e setores intensivos em mão de obra enfrentam dificuldades para competir com a abertura da economia.

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