Economia & Mercado

Vendas do Dia das Crianças movimentam comércio em todo Brasil; confira estimativas para 2025

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Sistema Comércio BA, por meio da Fecomércio, realizou levantamento sobre estimativas de vendas para Dia das Crianças  |   Bnews - Divulgação Reprodução / IA
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 29/09/2025, às 11h30



O Dia das Crianças movimenta anualmente o varejo em todo o Brasil. Para 2025, a expectativa é de estabilidade nas vendas quando comparado com o mesmo período do ano anterior, conforme aponta o Sistema Comércio BA, por meio da Fecomércio.

O faturamento médio estimado para este ano está em R$ 6,7 bilhões. Os segmentos que mais se destacam são: brinquedos, farmácias e cosméticos, eletroeletrônicos, vestuário, materiais esportivos e joalherias. 

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Em 2024, a alta foi de 3,5% nas vendas desses segmentos na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na época, os juros eram mais baixos. “Diante do atual patamar elevado da taxa de juros e do aumento da inadimplência na capital baiana, conforme dados da Fecomércio BA, repetir a média de outubro de 2024  pode ser considerado um resultado relativamente positivo”, disse o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes.  

Os setores mais procurados neste período são os de vestuário, tecidos e calçados e a previsão é de que haja alta de 3,8% em outubro deste ano. Depois, aparece o segmento de farmácias, perfumarias e cosméticos, com aumento de mais 2,6%. Os de eletrodomésticos deve se manter estáveis e o de ‘outras atividades’, que engloba artigos esportivos, lojas de chocolates e joalherias, deve conter leve retração de 1,8%. 

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a Fecomércio-BA levantou os valores de 18 produtos comuns no Dia das Crianças para acompanhar o comportamento do mercado. Até agosto de 2025, essa lista acumulou alta de 1,65%. Apesar de positiva, a variação ficou abaixo da média de 4,94% registrada na Região Metropolitana de Salvador, o que representa um alívio para o bolso dos consumidores.

Na comparação entre os itens, os aumentos mais expressivos ficaram por conta das bijuterias (+14%), relógios de pulso (+6,8%) e aparelhos de som (+5,87%). Já roupas e calçados apresentaram oscilações menores, indo de -1,16% (bermuda infantil) até +5,16% (conjunto infantil). Produtos intermediários, como chinelos (+3,79%) e vestidos infantis (+2,03%), também marcaram presença na pesquisa.

Os brinquedos, protagonistas nesta data, tiveram acréscimo de 1,82% — uma elevação menor do que os 5,94% do ano anterior. Em contrapartida, os aparelhos de telefonia ficaram mais baratos, com recuo médio de 2,66%.

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