Economia & Mercado
Publicado em 03/10/2024, às 06h00 Victória Valentina
O Dia das Crianças se aproxima e a expectativa é que a data seja melhor do que foi no mesmo período do ano passado na perspectiva de vendas. De acordo com projeção da Fecomércio BA, o varejo na Bahia deve faturar R$ 6,5 bilhões em outubro, com um crescimento de 7%.
“Não é possível fazer uma separação perfeita entre o que se vende especificamente para o Dia das Crianças e as compras habituais das famílias. No entanto, dada a relevância do momento para o comércio, há uma alta correlação; ou seja, se o mês vai bem, a tendência é que o Dia das Crianças também siga no mesmo ritmo”, destaca Kelsor Fernandes, presidente do Sistema Comércio BA.
As lojas de vestuário, tecidos e calçados, além das farmácia se perfumarias devem apresentar aumento nas vendas neste ano, ambas com estimativa de 14% de crescimento em comparação com o mesmo período do ano passado, conforme estimou o consultor econômico da Federação, Guilherme Dietze.
Já as lojas de materiais esportivos, lojas de brinquedos, de chocolate, joalherias e outras devem aumentar suas vendas em 4%. As lojas de eletrodomésticos e eletrônicos devem ter um aumento anual de 3%.
“Um dos principais motivos para a expectativa de um bom desempenho nesse período é o avanço moderado dos preços médios. Segundo o levantamento da Fecomércio BA, com base nos dados do IPCA do IBGE, a inflação da cesta do Dia das Crianças, composta por produtos selecionados pela entidade, apresenta deflação de 0,30% no acumulado de 12 meses até agosto deste ano”, salienta o consultor econômico.
Em contrapartida, alguns produtos apresentaram queda neste ano em comparação ao ano passado, como o aparelho telefônico, com -6,39%, seguido pela bicicleta (-4,23%). Também estão na lista o televisor (-2,78%) e o computador pessoal (-1,95%).
Mesmo no segmento mais procurado no período, o de vestuário e calçados, há itens com queda média nos preços em relação a 2023, como é o caso da calça comprida infantil, com variação negativa de 3,18%, do conjunto infantil (-1,85%) e do tênis (-1,11%). Embora outros itens apresentem aumento nos preços, como a sandália/chinelo (+1,04%), o vestido infantil (+1,42%) e a camiseta infantil (+2,66%), a variação é inferior à média geral da região, de 3,71%, o que pode ser considerado como quedas relativas de preços.
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