Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 24/06/2025, às 10h18
Cursos de especialização em medicina têm aumentado devido à baixa oferta de vagas em residências médicas contrapondo o grande número de faculdades que estão ofertando os cursos, conforme sinalizado em pesquisa realizada pela Demografia Médica no Brasil 2025, que contém parceria entre o Ministério da Saúde, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e a Associação Médica Brasileira (AMB).
Entretanto, de acordo com informações do jornal O Globo, a medida tem gerado preocupações por parte de pessoas ligadas ao setor, visto que, consequentemente, há falta de controle e preparo em algumas funções.
Segundo o levantamento, o número de ofertas em graduação quase dobrou em dez anos, partindo de 23,5 mil em 2014 para 48,4 mil em 2024. Destes, cerca de 80% são da rede privada de ensino. O aumento de residências médicas saltou de 22,1 mil em 2018 para apenas 24,2 mil em 2024. A diferença de vagas para formados é absurda. Em 2024, havia 16,1 mil ocupações para 32,6 mil graduados, sendo que mais de 60% estavam nas capitais e nas regiões sul e sudeste.
Fora do mercado de trabalho, muitos profissionais recorrem a cursos de pós-graduação médica. O título de especialista, no entanto, só é dado a quem faz residência médica credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), associada ao Ministério da Educação (MEC), ou é aprovado em um exame da Associação Médica Brasileira (AMB).
A pesquisa apontou ainda que, em 2024, o Brasil contabilizava 2,1 mil cursos de especialização médica, sendo 41,2% em modalidade à distância e 11,1% em formato semipresencial. Os custos médios variam entre R$ 15 mil a R$ 30 mil, segundo estimativas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comunicou o surgimento de três mil vagas para residências médicas e 500 para capacitação de médicos especialistas, com o objetivo de reduzir filas no Sistema Único de Saúde (SUS).
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